Um documento exposto pelo jornal "The New York Times" trouxe à luz os intricados detalhes de um suposto plano da campanha do ex-presidente Donald Trump para fraudar a eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos. O plano, delineado em um documento datado de 6 de dezembro de 2020, tinha como objetivo alterar o resultado da votação em estados cruciais onde Joe Biden havia vencido.
A estratégia, conforme revelada no documento, envolvia recrutar delegados fictícios em seis estados-chave, a fim de que eles declarassem Donald Trump como vencedor. Nos Estados Unidos, o sistema eleitoral é indireto, e os estados possuem diferentes pesos na contagem final. Os eleitores são representados por delegados que votam no colégio eleitoral com base nos resultados das urnas. Para vencer a eleição presidencial, um candidato precisa obter pelo menos 270 votos dos delegados.
O plano delineado teve duas partes. A primeira parte envolvia recrutar esses falsos delegados, enquanto a segunda parte visava influenciar o resultado no Congresso durante a confirmação da eleição, que ocorreu em 6 de janeiro de 2021. O plano detalhava que envelopes contendo votos falsos e votos verdadeiros seriam entregues ao Congresso, e o então vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, escolheria os envelopes falsos, efetivamente atribuindo a vitória a Donald Trump.
Assinado por um dos advogados da campanha de Trump, Kenneth Chesebro, o documento admitia a natureza controversa da estratégia e antevia que provavelmente seria contestada na Suprema Corte.
Atualmente, o documento revelado está no cerne do processo conduzido pelo Departamento de Justiça contra Donald Trump, relacionado a suas ações para alterar o resultado da eleição presidencial de 2020. Promotores qualificaram o esquema como uma conspiração criminal para fraudar a eleição, destacando a importância desse documento como peça central na investigação.

