A Comissão de Deputados Estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul realizou sua primeira reunião na tarde desta terça-feira (8) para abordar as taxas da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul). Após ouvir os argumentos da instituição, os deputados decidiram solicitar uma conversa com o governador Eduardo Riedel (PSDB) com o intuito de discutir um possível aporte financeiro, visando minimizar os impactos das taxas sobre os servidores.
O encontro ocorreu no auditório do hospital e contou com a presença dos deputados Londres Machado (PP), Coronel David (PL) e Pedro Kemp (PT) como membros titulares. Além disso, Lia Nogueira (PSDB) e Roberto Hashioka (União) também fazem parte da comissão como suplentes. A iniciativa tem como objetivo buscar soluções para a situação das taxas da Cassems, que afetam diretamente os servidores públicos estaduais.
O deputado Coronel David (PL) afirmou que a Assembleia Legislativa atuará como intermediária nas conversas entre a Cassems e o governo do Estado. "Intermediar essas conversas buscando uma ajuda financeira do governo do estado", explicou. Ele também acrescentou que o presidente da comissão entrará em contato com o governador Riedel para agendar um debate sobre o assunto.
Na última semana, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, reuniu-se com os deputados estaduais para discutir a situação financeira da instituição. Durante o encontro, Ayache negou um déficit de R$ 17 milhões na empresa e apresentou dados que apontam para um desequilíbrio de R$ 60 milhões.
O presidente da comissão, Londres Machado (PP), comentou sobre o encontro com Ayache e ressaltou que o objetivo é esclarecer e debater as informações apresentadas. "Na reunião de hoje tiramos qualquer mal-entendido. E podemos caminhar para essa comissão propor soluções para aprofundar esse debate", afirmou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), destacou a importância de uma abordagem responsável na discussão das taxas da Cassems. "Nosso debate vai se manter com responsabilidade. Sem palanque político ou lacração para as redes sociais", afirmou.
Embora tenha sido levantada a possibilidade de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a situação da Cassems, Gerson Claro descartou a ideia no momento, enfatizando que a Assembleia não será pautada por politicagem. "A Alems cumpre seu papel fiscalizatório, mas não entra na onda da politicagem", concluiu.

