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ACIDENTE

há 2 dias

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Vídeo mostra criança de 9 anos em acidente de rope jump meses antes de morte de jovem em Limeira

Um vídeo divulgado por um ex-freelancer da empresa Entre Cordas revelou um acidente ocorrido em abril deste ano durante uma atividade de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo

A divulgação de um novo acidente envolvendo a equipe responsável por uma atividade de rope jump em Limeira (SP) trouxe novos elementos para a investigação da morte de uma jovem de 21 anos. Em reportagem exibida neste domingo (5), o Fantástico, da TV Globo, revelou que um menino de 9 anos sofreu uma queda durante um salto realizado pelo mesmo grupo cerca de três meses antes da tragédia que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

De acordo com a reportagem, o acidente com a criança aconteceu em março, durante uma atividade promovida pela equipe "Entre Cordas". O menino participava da experiência acompanhado do pai, que colaborava com o grupo como freelancer. Durante a descida, uma falha no sistema responsável por desacelerar o salto fez com que a criança atingisse o chão, sofrendo lesões nas pernas e escoriações.

Alems

Ainda segundo o Fantástico, pessoas que estavam no local relataram momentos de tensão após o impacto. Um dos integrantes da equipe afirmou que percebeu a gravidade da situação ao notar que o garoto permaneceu imóvel e sem reação logo após a queda, diferentemente do comportamento esperado ao fim da atividade.

Investigação Policial

As informações reforçam a linha de investigação da Polícia Civil, que apura se a equipe mantinha procedimentos de segurança inadequados antes mesmo do acidente fatal registrado em junho. Conforme as investigações, Maria Eduarda morreu depois de ser lançada da plataforma sem estar conectada à corda de segurança.

Imagens gravadas no momento da atividade, divulgadas anteriormente por diversos veículos de imprensa, mostram que a jovem foi impulsionada antes da conferência final do equipamento. O caso ganhou repercussão nacional e levou à abertura de inquéritos para apurar a responsabilidade dos organizadores.

A organizadora da equipe foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. Outros integrantes do grupo também respondem por homicídio com dolo eventual, hipótese aplicada quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado.

A defesa dos investigados informou que somente irá se manifestar após ter acesso integral aos autos do processo. Enquanto isso, a Polícia Civil conclui as últimas diligências do caso, que deverá seguir para análise do Ministério Público e, posteriormente, da Justiça.

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