Uma educadora física de 43 anos teve o estúdio de treinamento destruído durante a madrugada de quinta-feira (25), na Avenida Tamandaré, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, o principal suspeito é o companheiro de uma de suas clientes, que, motivado por ciúmes, teria ameaçado a profissional horas antes do ataque e, posteriormente, invadido o estabelecimento utilizando um carro para arrombar a fachada. O caso foi registrado como dano qualificado e perseguição e será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o relato da vítima às autoridades, ela atende uma mulher que mantém união estável com um homem conhecido como "Keko". Na noite anterior ao ataque, o suspeito entrou em contato com a educadora física por meio das redes sociais, atribuindo a ela o fim de seu relacionamento.
Em uma das mensagens, ele escreveu que a profissional havia "destruído sua família" e afirmou que ela deveria assumir a responsabilidade pela situação. Pouco depois, o homem enviou uma nova mensagem pelo WhatsApp, reforçando a acusação e afirmando que, embora ela tivesse ajudado sua companheira a conquistar melhor condicionamento físico, também teria sido responsável pelo rompimento do casal.
Horas depois das ameaças, já durante a madrugada, a proprietária do estúdio foi avisada sobre uma invasão ao estabelecimento. Ao chegar ao local, constatou que a fachada havia sido completamente destruída.
As imagens do circuito interno de segurança não registraram integralmente a ação porque uma das câmeras foi direcionada para o teto. No entanto, câmeras de monitoramento de imóveis vizinhos flagraram um Fiat Argo branco atingindo a porta do estúdio em alta velocidade, provocando grandes danos à estrutura do imóvel.
Segundo a educadora física, ela não encontrou indícios de furto e informou à polícia que não teve mais contato com a cliente após o episódio. Também afirmou desconhecer o paradeiro da mulher e relatou que ficou abalada com as ameaças e com a destruição do local onde trabalha.
Além dos prejuízos materiais, o caso provocou a interrupção das atividades do estúdio, afetando o atendimento aos alunos e comprometendo a rotina profissional da proprietária.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Campo Grande como dano qualificado e perseguição. A Polícia Civil deverá utilizar as imagens das câmeras de segurança, além das mensagens enviadas pelo suspeito, para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar as circunstâncias da invasão.


