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OPERAÇÃO

há 2 semanas

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Porsche na garagem, codinomes e R$ 3,4 milhões em contas: casal da Nhanhá comandava tráfico

Investigação aponta que suspeitos usavam empresas de fachada, celulares de terceiros e movimentaram valores incompatíveis com a renda declarada

Um Porsche Macan estacionado na garagem, movimentações financeiras superiores a R$ 3,4 milhões em apenas cinco meses e uma vida incompatível com a renda oficial de menos de R$ 2 mil mensais chamaram a atenção dos investigadores e levaram à prisão de um casal morador do Jardim Nhanhá, em Campo Grande, apontado como responsável pela logística de uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas. 

A prisão ocorreu durante a 11ª fase da Operação Destroyer, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás com apoio da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A ofensiva foi realizada em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso e resultou em 15 mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e bloqueio de mais de R$ 10 milhões em bens ligados ao grupo criminoso.

Alems

Os presos foram identificados como Adryelle Franco Ramos, de 32 anos, e Thiago Alves de Jesus, de 34 anos. Segundo as investigações, embora ela se apresentasse como vendedora e ele como trabalhador autônomo, o casal exercia papel estratégico dentro da estrutura criminosa, atuando como responsável pela logística do transporte de drogas e mercadorias ilegais entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. 

Para evitar identificação pela polícia, os suspeitos utilizavam linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e se comunicavam por meio dos codinomes “Maria” e “Ricardo”. As apurações também revelaram o uso de empresas de fachada no setor de transporte rodoviário para movimentar dinheiro oriundo do esquema. O cruzamento de dados bancários e relatórios do Coaf apontou intensa circulação financeira nas contas vinculadas ao grupo.

A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 4,2 toneladas de maconha em julho de 2025. A partir da quebra do sigilo telefônico de um caminhoneiro envolvido no transporte da carga, policiais identificaram conversas com “Maria” e “Ricardo”, que detalhavam a operação criminosa. O rastreamento de endereços de IP e transações via Pix permitiu chegar aos imóveis utilizados pelo casal em Campo Grande. 

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram, além do Porsche avaliado em alto valor, outros veículos, celulares e cadernos com anotações que podem auxiliar no aprofundamento das investigações. Os investigadores ainda descobriram a existência de um contêiner secreto instalado em um galpão na Capital, que seria utilizado para apoiar a logística do grupo criminoso. 

A Polícia Civil investiga a participação de outros integrantes na organização e o possível envolvimento do casal em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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