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Brasil

há 2 meses

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Presidente e sócio da UpBus são presos novamente em SP em investigação sobre ligação com o PCC

Executivos já haviam sido detidos na Operação Fim da Linha, que apura uso do transporte público para lavagem de dinheiro

O presidente afastado da empresa de ônibus UpBus, Ubiratan Antonio da Cunha, voltou a ser preso na noite de quarta-feira (6), na cidade de São Paulo. A nova detenção ocorre meses após ele ter obtido liberdade provisória no âmbito das investigações que apuram a suposta ligação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, Ubiratan foi localizado no bairro Jardim Helena, na zona leste da capital, e encaminhado ao 63º Distrito Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Alems

Além dele, o sócio da empresa, Alexandre Salles Brito, conhecido como Buiú, também foi novamente preso.

Investigação envolve empresas de transporte

As prisões estão relacionadas à Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, que investiga a atuação de empresas de ônibus na capital paulista. A apuração aponta que companhias como a UpBus e a Transwolff teriam sido utilizadas para ocultar e movimentar recursos oriundos de atividades ilícitas.

Segundo as investigações, o esquema envolveria a utilização do sistema de transporte público para “legalizar” valores provenientes de crimes como tráfico de drogas e roubos.

Contratos foram rompidos pela prefeitura

Em meio às suspeitas, a Prefeitura de São Paulo decidiu, em 2024, rescindir os contratos com as duas empresas investigadas. Até então, a UpBus e a Transwolff operavam linhas nas zonas leste e sul da cidade, respectivamente.

Juntas, as empresas eram responsáveis pelo transporte de cerca de 700 mil passageiros por dia, o que evidencia a dimensão do impacto das investigações no sistema de mobilidade urbana da capital.

Desdobramentos seguem na Justiça

As novas prisões indicam a continuidade das apurações e o aprofundamento das investigações sobre o possível envolvimento de integrantes das empresas com o crime organizado.

Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o caso segue em tramitação e sob acompanhamento das autoridades responsáveis.

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