A morte da pequena Lauren Plácido Rodrigues, de 1 ano e 7 meses, registrada neste fim de semana em Campo Grande, está cercada de dúvidas e é investigada sob diferentes frentes pelas autoridades.
De acordo com boletim de ocorrência registrado na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), a criança foi atropelada na última quinta-feira (26), no bairro Nova Lima, enquanto estava no colo do pai. O veículo seria uma motocicleta conduzida por um amigo da família, que realizava manobras perigosas, como empinar.
Após o acidente, a bebê foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa, onde recebeu atendimento e chegou a ser liberada. No entanto, horas depois, apresentou piora no quadro clínico e precisou ser levada novamente ao hospital, onde permaneceu internada. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu.
Exames posteriores indicaram que a criança apresentava lesões graves, incluindo uma costela quebrada. A família questiona se os ferimentos já existiam no primeiro atendimento e se houve falha na avaliação médica que resultou na liberação precoce.
Outro ponto que chama atenção é a conduta do pai, que, segundo o registro policial, teria se recusado a informar às autoridades a identidade do motociclista responsável pelo atropelamento, levantando suspeitas de tentativa de acobertamento.

Familiares também relatam dificuldades para obter informações sobre o atendimento e o estado de saúde da criança durante a internação. O bisavô da vítima afirmou que a menina reclamava de dores intensas antes de ser liberada inicialmente.
Além disso, denúncias apontam que a criança vivia em situação de vulnerabilidade, com suspeitas de maus-tratos e possíveis agressões anteriores. As informações ainda serão apuradas oficialmente.
O caso agora é investigado para esclarecer as circunstâncias do atropelamento, identificar o condutor da motocicleta, apurar eventual omissão por parte do pai e verificar possíveis falhas no atendimento médico.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e a Associação Beneficente de Campo Grande (Hosital da Santa Casa) ainda nçao se manifestaram sobre o caso.


