Uma mulher de 80 anos foi feita refém dentro da própria casa na noite de terça-feira (17), no bairro Jardim Tijuca, em Campo Grande. A ocorrência terminou com a morte do suspeito após intervenção da Polícia Militar.
Segundo as informações iniciais, o caso foi tratado como cárcere privado após familiares acionarem as autoridades.
Invasão e ação policial
O neto da vítima procurou ajuda ao perceber que a idosa estava sob ameaça dentro da residência, localizada na Rua Cabo Verde. O suspeito, identificado como Emilson Rodrigues da Costa, de 55 anos, teria invadido o imóvel por razões ainda desconhecidas. A possível ligação dele com a vítima não foi esclarecida.
Durante a ação, o homem feriu o padrasto com golpes de faca. Não há atualização oficial sobre o estado de saúde da vítima atingida.
Equipes da Polícia Militar foram deslocadas ao local e realizaram uma entrada tática na residência, utilizando escudo balístico, enquanto outra equipe isolava a área para evitar riscos a terceiros.
Confronto e morte do suspeito
No momento da abordagem, o suspeito reagiu e tentou atacar os militares, sendo atingido por disparos. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme as autoridades, o homem estava foragido do sistema prisional.
O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.
Números de mortes em intervenções policiais
Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul indicam que, até a noite de terça-feira (16), 20 pessoas morreram em 2026 em ocorrências classificadas como intervenção de agentes do Estado.
Somente naquele dia, ao menos quatro mortes foram registradas em episódios distintos, elevando o total para 20 casos em pouco mais de dois meses e meio.
Esse tipo de ocorrência é enquadrado como morte decorrente de intervenção legal, quando há entendimento de que houve legítima defesa ou necessidade de conter ameaça iminente.
Entre as vítimas, a maioria é composta por homens. Os dados apontam diferentes faixas etárias atingidas, incluindo idosos, adultos, jovens e até um adolescente. As ocorrências se concentraram principalmente no início do ano, com registros distribuídos entre janeiro, fevereiro e a primeira metade de março.
No mesmo período do ano anterior, o estado já havia registrado o mesmo número de mortes, indicando a continuidade de confrontos envolvendo forças de segurança e suspeitos, especialmente em ações ligadas ao combate ao crime.


