A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul passou a empregar drones em atividades de perícia ambiental e levantamentos técnicos realizados em regiões de difícil acesso no Estado. A iniciativa busca ampliar a capacidade de atuação das equipes e melhorar o registro de dados em locais extensos ou de visualização limitada por terra.
Os equipamentos foram adquiridos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública. O investimento total na compra dos dispositivos foi de R$ 58.785.
Com câmeras de alta definição e sensores térmicos, os drones permitem realizar mapeamentos aéreos detalhados, identificar diferenças de temperatura no terreno e produzir imagens que auxiliam na análise técnica dos cenários investigados.
Tecnologia para ampliar a precisão das perícias
Segundo a Polícia Científica, a adoção da nova tecnologia deve acelerar o levantamento de informações em grandes áreas — especialmente em um estado com território superior a 357 mil quilômetros quadrados — além de contribuir para maior precisão na documentação técnica utilizada na elaboração de laudos periciais.
Outra utilidade dos equipamentos é o reconhecimento prévio de locais antes da entrada das equipes em campo. O recurso permite planejar melhor as operações e avaliar possíveis riscos nas áreas que serão analisadas.
“A aquisição reforça a estrutura e amplia nosso suporte tecnológico para os trabalhos de campo de maior complexidade”, afirmou o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior.
Capacitação de servidores
Para operar os drones, 12 servidores da Polícia Científica — entre peritos criminais e agentes — participaram de um curso de capacitação realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro.
O treinamento teve duração de 16 horas e foi promovido em parceria com o Sindicato Rural de Campo Grande e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Durante as aulas, os participantes receberam orientações sobre legislação, normas de operação e também realizaram atividades práticas de voo.
De acordo com a direção do Instituto de Criminalística, a formação é fundamental para assegurar que o uso dos drones ocorra de maneira correta e segura nas atividades periciais realizadas no estado.


