O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a soltura de cinco executivos ligados ao Banco Master, que estavam presos desde a deflagração da operação que investiga um amplo esquema de fraudes envolvendo a instituição. A decisão substitui a prisão preventiva por medidas restritivas, entre elas o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
A determinação ocorre dez dias após a operação que levou à detenção dos envolvidos e que apura irregularidades em transações financeiras, incluindo a oferta de títulos com rentabilidade considerada irreal e supostos prejuízos bilionários. Segundo a Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
Na decisão, o tribunal estabeleceu que os investigados deverão comparecer periodicamente à Justiça, estão proibidos de manter contato entre si ou com outros envolvidos no caso e não podem deixar o município onde residem sem autorização judicial. Os passaportes seguem retidos.
A magistrada responsável destacou que, apesar da gravidade dos fatos, as medidas alternativas são suficientes, neste momento, para garantir a continuidade das investigações e evitar riscos de fuga ou interferência no processo.
O caso segue em análise em diferentes instâncias, enquanto a investigação avança sobre as operações que resultaram, inclusive, na liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central.

