A operação integrada que reúne órgãos federais e estaduais no combate ao crime organizado em Mato Grosso do Sul foi oficialmente prorrogada por mais dois anos. A renovação mantém ativa a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-MS), responsável por coordenar ações contra facções, tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes praticados dentro e fora dos presídios.
O novo acordo reafirma a cooperação entre Polícia Federal, Senappen, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sejusp. Segundo o plano de trabalho atualizado, a prioridade será ampliar investigações que atinjam diretamente o patrimônio de organizações criminosas, com bloqueio de bens, recuperação de ativos e repressão a empresas de fachada usadas em esquemas ilícitos.
A estrutura operacional permanece robusta, com compartilhamento de inteligência, equipamentos, viaturas e efetivos. O documento também destaca metas como redução de crimes violentos e fortalecimento da articulação entre as forças, embora não apresente indicadores quantitativos.
Nos últimos anos, a Ficco-MS liderou operações de grande repercussão, entre elas a Égide II, Sátrapa, Camp Over e Heredita Damnare , esta última com 20 mandados de busca e apreensão, 15 prisões preventivas e apreensão de mais de 14 toneladas de maconha. As investigações recentes revelaram redes de tráfico que utilizavam caminhonetes clonadas e rotas transnacionais pela fronteira com o Paraguai.

