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há 8 meses

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Relatório da Bolívia aponta avanço do PCC e alerta para risco de violência na fronteira

Documento da Inteligência boliviana revela conexões entre facções e redes locais de tráfico, além de suspeitas de infiltração em forças de segurança.

Um relatório parcial do setor de Inteligência da Polícia Boliviana, divulgado no fim de outubro, aponta aumento da influência do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Bolívia e risco de intensificação da violência nas áreas de fronteira com o Brasil. Segundo o documento, o PCC tem estabelecido alianças com organizações locais e transnacionais para ampliar as rotas de tráfico de drogas e otimizar a logística de produção e escoamento.

O informe identifica duas estruturas criminosas de grande atuação no país: uma vinculada ao uruguaio Sebastián Marset Cabrera, conhecido como Rey del Sur, e outra ligada a Yasser Andrés Vásquez Cardona. Ambas teriam ampliado sua presença em departamentos estratégicos, como Santa Cruz de la Sierra e Beni, que conectam a Bolívia ao Brasil por Corumbá e por rotas rumo a Rondônia.

A Inteligência boliviana assinala que o crescimento da demanda internacional por cocaína contribui para a expansão das rotas de tráfico e para a busca de novas vias de escoamento. No relatório também há indícios de infiltração de criminosos em setores das forças de segurança, o que, segundo as apurações, teria permitido antecipação de investigações e facilitado crimes como sequestros ligados a grupos criminosos.

Autoridades bolivianas divulgaram números sobre apreensões e destruição de estruturas ilícitas no país, incluindo toneladas de drogas, centenas de laboratórios e pistas clandestinas desativadas. Ainda assim, o documento de Inteligência ressalta que a corrupção interna nas forças de segurança permanece como um desafio relevante para a eficácia das ações.

No lado brasileiro, a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul tem mantido atuação voltada ao enfraquecimento financeiro das organizações, com foco em dificultar o ganho econômico que sustenta a criminalidade. A presença de agentes da PF em cidades bolivianas e a previsão de maior integração entre equipes de investigação nas regiões de fronteira fazem parte das medidas destinadas a conter o avanço das redes criminosas.

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