A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) prestou homenagem, na manhã da última quarta-feira (29), aos policiais mortos durante a megaoperação “Contenção”, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, deflagrada no início da semana, teve como alvo o Comando Vermelho e terminou com quatro agentes mortos e outros feridos.
Em publicação nas redes sociais, a PMMS manifestou solidariedade às famílias das vítimas e enalteceu a bravura dos profissionais que atuaram em condições de alto risco.
“A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul se une em solidariedade às famílias dos policiais militares e civis do Rio de Janeiro, mortos e feridos em combate. Heróis que honraram o compromisso de proteger a sociedade, mesmo diante do maior dos riscos. Que o exemplo de coragem e dedicação inspire todos nós a seguir firmes na missão de servir e proteger”, afirmou a corporação.
Entre as vítimas estão o sargento do Bope Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos; o sargento Cleiton da Silva, 37; o cabo Alan Fernandes, 36; e o inspetor da Polícia Civil Marcelo da Silva, 41.
Despedida com pétalas e aplausos
O velório dos dois policiais militares do Bope mortos na operação — Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves — ocorreu na manhã desta quinta-feira (30), na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais, no Rio de Janeiro.
A cerimônia foi marcada por forte comoção e encerrada com uma chuva de pétalas vermelhas e brancas, em homenagem aos agentes. Familiares, amigos e colegas de corporação acompanharam o velório, ao lado de representantes da Marinha e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“A profissão policial militar figura entre as mais nobres que existem, porque o PM promete servir e proteger, se preciso for, com o sacrifício de sua vida. O Sargento Heber está voltando para casa”, disse um colega durante a cerimônia.
Os corpos foram sepultados em locais diferentes: Heber foi enterrado às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio; já Cleiton foi sepultado às 16h30, no Cemitério Municipal de Mendes, no interior do estado.
Reação e promessa de continuidade
Durante o enterro, o secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que a corporação não recuará diante da violência e garantiu novas operações contra o crime organizado.
“Os policiais foram covardemente atacados por narcoterroristas. Fizemos um planejamento criterioso para proteger a população daquela região, com a estratégia do ‘muro do Bope’. A opção pelo enfrentamento foi dos marginais, fortemente armados. A resposta será dada à altura desses heróis”, declarou Menezes.
O secretário classificou a operação Contenção como um marco na segurança pública do estado, ressaltando o empenho das forças policiais na luta contra o tráfico.
Policiais feridos seguem internados
Além dos mortos, a operação deixou diversos feridos. O delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Bernardo Leal Anne Dias, permanece internado em estado grave e passou por cirurgia para amputação de uma das pernas.
Outros quatro policiais civis seguem hospitalizados, com quadro estável. Entre os militares, dois estão em estado grave e sete devem receber alta nos próximos dias, segundo informações oficiais.
“Heróis de farda” lembrados em todo o país
As homenagens se multiplicaram em diferentes estados desde o início da semana. Além da nota da PMMS, corporações de outros locais do Brasil manifestaram apoio e solidariedade às famílias dos agentes.
Para a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o gesto é um símbolo de união entre forças de segurança e um tributo àqueles que, mesmo diante do perigo, mantêm o compromisso de servir e proteger.
Veja a homenagem da PMMS:


