A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a nona edição da Operação Segurança Legal, uma ofensiva contra empresas que prestam serviços de segurança privada sem autorização. A ação ocorre simultaneamente em todas as capitais brasileiras e em 96 unidades descentralizadas, incluindo Mato Grosso do Sul, e conta com a participação de cerca de 590 policiais.
Ao todo, 565 estabelecimentos estão sendo fiscalizados — entre eles casas noturnas, comércios e condomínios — suspeitos de utilizar vigilantes irregulares. Segundo a PF, a prática representa um risco à segurança pública, já que esses profissionais não passam por qualquer tipo de controle oficial.
“Os seguranças clandestinos não são submetidos à verificação de antecedentes criminais, nem a testes de formação profissional, aptidão física e psicológica exigidos pela Polícia Federal”, destacou a corporação em nota.
Realizada anualmente desde 2017, a operação tem como objetivo reforçar o cumprimento da legislação que regulamenta o setor de segurança privada no Brasil. A Polícia Federal lembra que apenas empresas devidamente autorizadas podem oferecer esse tipo de serviço e contratar vigilantes certificados.
Com a nova fase da Segurança Legal, a instituição pretende restringir a atuação de grupos clandestinos, garantir maior controle sobre o mercado e proteger tanto contratantes quanto a sociedade dos riscos associados à atividade irregular.

