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Monitoramento

há 9 meses

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Governo amplia rede de videomonitoramento em MS com 123 câmeras de alta tecnologia

Sistema integrará dispositivos urbanos e rodoviários para reforçar segurança pública em todo o estado

O governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Polícia Militar estadual, inaugurou um sistema de videomonitoramento com 123 câmeras do tipo PTZ, com previsão de expandir para 129 unidades. Todas estão distribuídas por praças públicas, e sete delas ficam em Campo Grande. Além disso, o projeto contempla 28 câmeras OCR (leitura automática de placas), sendo oito na capital e as demais ao longo das rodovias estaduais.

A instalação em Campo Grande teve início em 4 de agosto deste ano. O sistema opera sobre a Infovia Digital, rede de fibra óptica estadual, que interliga 1.517 prédios públicos — entre escolas, unidades de saúde e órgãos de segurança — por meio de infraestrutura com redundância e alta conectividade.

Alems

Funcionamento e abrangência
O monitoramento urbano, em Campo Grande, será coordenado pelo COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar) e pelo BPMRv (Polícia Militar Rodoviária). Nas demais regiões estaduais, a vigilância ficará sob responsabilidade dos CPAs (Comandos de Policiamento de Área), garantindo integração e cobertura por todo o território sul-mato-grossense.

As câmeras visam permitir acompanhamento em tempo real, identificação de comportamentos suspeitos, apoio investigativo e agilidade no acionamento das forças de segurança. O sistema já demonstra resultados positivos em recuperação de veículos furtados ou roubados, prevenção de crimes, auxílio em casos de acidentes e para localizar pessoas desaparecidas.

Infraestrutura e parcerias técnicas
O governador do estado destacou que a expansão da rede de fibra óptica por meio de concessão pública-privada (PPP) foi essencial para viabilizar a robustez necessária ao sistema. Segundo ele, essa rede de distribuição permite conexão confiável entre municípios e altos níveis de redundância, fortalecendo a resiliência da estrutura.

Desafios e expectativas
Embora o sistema amplie significativamente a capacidade estatal de vigilância, o sucesso dependerá da integração efetiva entre os órgãos de segurança, da manutenção tecnológica e da transparência em torno dos limites de uso das imagens. Resta ver também até que ponto o monitoramento auxiliar de fato na prevenção qualitativa dos crimes, sem gerar efeitos colaterais como uso excessivo ou invasão à privacidade.

A nova infraestrutura representa um salto em ambição para segurança pública no estado, mas será necessária avaliação constante para garantir que os benefícios à população superem os riscos inerentes à vigilância mais intensiva.
 

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