Um homicídio ocorrido na cidade de Coxim mobilizou rapidamente as forças de segurança de Mato Grosso do Sul. A vítima, E.C.S., de 40 anos, foi atingida por disparo de arma de fogo em um crime que, desde o início das investigações, indicava execução ligada a disputas entre facções criminosas rivais.
A Polícia Civil, em ação conjunta com a Polícia Militar e Polícia Científica, desvendou o caso em poucos dias, resultando na prisão de quatro integrantes da organização e na captura dos dois executores.
Um crime com padrão conhecido e motivação entre facções rivais
As características do crime, o histórico da vítima e a presença de munições calibre 9mm no local, semelhantes a outras execuções recentes, reforçaram a hipótese de uma ação coordenada de facção criminosa. E.C.S. já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio meses antes, quando dois homens em uma motocicleta efetuaram disparos contra ele e outra pessoa, que foi executada em junho, com modus operandi e localidade semelhantes.
Prisões e desarticulação da organização criminosa
Diligências e ações de inteligência permitiram identificar a residência usada pela facção para planejar o crime. Quatro pessoas foram presas por participação no homicídio e por integrarem a organização criminosa. Os dois executores, que vieram de Rio Verde (MT), foram localizados e capturados na mesma cidade após a apreensão da motocicleta usada no crime.
Os depoimentos revelaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão clara de tarefas, uso estratégico de veículos, ocultação de provas e hierarquia rígida. O grupo atua de forma estável e permanente na região, buscando controlar territórios e eliminar rivais, conforme histórico de execuções nos últimos anos.
Quem são os envolvidos
-
R.N.V. (21 anos) – considerado o “geral da cidade de Coxim”, responsável pela coordenação das ações e fornecimento dos instrumentos do crime, além de exercer poder disciplinar sobre outros membros.
-
J.H.S.D.F. (21 anos) e F.M.P. (28 anos) – inicialmente designados para executar a vítima, ambos vindos de Rio Verde (MT). F.M.P. desistiu pouco antes do crime, sendo substituído por V.V.P. (21 anos), apadrinhado de J.H.S.D.F.
-
L.C.O. (28 anos), natural de São Paulo – atuou como “disciplinar de bairro”, encarregado de buscar e esconder a arma usada no crime.
-
G.S.C.S. (18 anos) – responsável por recuperar a motocicleta abandonada após o crime.
Além dos celulares apreendidos com os suspeitos, foi recuperado também o aparelho da vítima, que pode conter informações importantes para esclarecer o caso.
Continuidade das investigações e combate às facções
O auto de prisão em flagrante foi comunicado ao Poder Judiciário, que recebeu pedido de prisão preventiva para todos os envolvidos. A investigação continua para localizar a arma do crime, identificar líderes da facção e esclarecer outras execuções com o mesmo padrão.
Essa ação integrada das forças de segurança demonstra o empenho de Mato Grosso do Sul no combate organizado às facções criminosas e na redução da violência na região.


