A Justiça concedeu liberdade provisória ao estudante de medicina João Vitor Fonseca Vilela, acusado de atropelar e matar a corredora Danielle de Oliveira, de 41 anos, no dia 15 de fevereiro, na rodovia MS-010, em Campo Grande. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (20) pelo juiz Alexandre Branco Pucci, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
O estudante estava preso no Centro de Triagem Anísio Lima desde o dia do acidente e agora deverá cumprir uma série de medidas cautelares. Entre as restrições, ele está proibido de dirigir, frequentar bares e mudar de residência sem autorização judicial. Além disso, deve comparecer à Justiça sempre que solicitado e comunicar qualquer ausência superior a oito dias.
A defesa, representada pelo advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, argumentou que a prisão não contribui para a ressocialização do jovem.
O caso
João Vitor responde por homicídio e tentativa de homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco do resultado. Segundo as investigações, ele dirigia alcoolizado e realizava manobras perigosas na pista quando atingiu Danielle e sua amiga, Luciana Timóteo, que sofreu escoriações leves.
Testemunhas afirmam que o estudante trafegava em alta velocidade e fazia zigue-zague antes do impacto. O Corpo de Bombeiros tentou reanimar a corredora, mas ela não resistiu.
Danielle participava de um treino de corrida de longa distância no momento do acidente. Ela havia perdido a filha de 4 anos recentemente e encontrou no esporte uma forma de superar o luto.
João Vitor cursa medicina na Faculdade Morgana Potrich, em Mineiros (GO), e estava há um mês em Campo Grande quando o atropelamento aconteceu. O caso segue na Justiça.


