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Polícia

há 1 ano

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Polícia Civil e tráfico: Operação Snow desmantela esquema envolvendo agentes públicos

Escrivão e investigadores da PC repassavam informações sigilosas e transportavam drogas, utilizando viaturas oficiais para o tráfico de cocaína'.

A Operação Snow, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), revelou um esquema de tráfico de drogas envolvendo policiais civis que utilizavam suas funções para auxiliar criminosos. As investigações apontam que os policiais envolvidos forneciam informações internas da Polícia Civil e ajudavam no transporte de grandes carregamentos de cocaína.

O escrivão Gustavo Arantes, lotado na Delegacia de Polícia de Ribas do Rio Pardo, foi um dos principais responsáveis por acessar o Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo), banco de dados confidenciais da corporação, e repassar informações estratégicas aos traficantes. Ele foi contatado por um advogado ligado à quadrilha, que solicitou informações sobre um mandado de prisão que poderia atingir o líder do grupo, Joesley da Rosa, o Jotinha. Arantes, em troca de propina, consultou os registros e garantiu a segurança do traficante.

O esquema não envolvia apenas a troca de informações: policiais como Anderson César dos Santos Gomes e Hugo Cesar Benites também desempenhavam papéis ativos no transporte das drogas, utilizando viaturas oficiais da polícia para deslocar a carga entre a fronteira com o Paraguai e destinos no estado de São Paulo. Durante uma dessas operações, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 500 quilos de cocaína, após rastrear o trajeto dos policiais envolvidos.

A operação teve início com a prisão dos agentes Anderson e Alexandre Novaes Medeiros, que foram flagrados transportando a droga entre Ponta Porã e Dourados, em viaturas oficiais da Polícia Civil. Já Hugo Benites, que também fazia parte do esquema, foi detido com outros carregamentos de cocaína.

Com a conclusão da operação, a Polícia Civil afastou os envolvidos de suas funções e as investigações continuam. Além dos crimes de tráfico e corrupção, o caso também gerou repercussão por conta de uma possível ligação entre os traficantes e um grupo de extermínio, que pode ter executado alguns membros da quadrilha em um acerto de contas.

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