Um idoso de 71 anos, residente em Mato Grosso do Sul, foi vítima de uma fraude que resultou em descontos indevidos em sua aposentadoria desde 2019. A Defensoria Pública do estado foi acionada pela filha da vítima, que ao revisar os extratos bancários, detectou os descontos relacionados a um empréstimo consignado que o idoso afirma nunca ter contratado.
Através de uma análise do contrato, a Defensoria constatou que a assinatura do idoso no documento não correspondia à sua assinatura verdadeira, o que levou à confirmação de que os dados pessoais da vítima haviam sido usados de forma fraudulenta. A fraude teria ocorrido devido a falhas no sistema de segurança do banco envolvido, que não foi identificado.
Com o apoio da Defensoria Pública, o idoso obteve uma liminar na Justiça que suspendeu os descontos até a resolução do caso. A Defensoria solicitou a anulação do empréstimo, a devolução de todos os valores descontados e ainda pediu uma indenização de R$ 10 mil por danos morais à vítima.
O defensor público responsável pelo caso, alertou para a ocorrência frequente de fraudes desse tipo e orientou a população a buscar a Defensoria em situações semelhantes. O processo segue em trâmite judicial.

