Explosões abalaram a Praça dos Três Poderes em Brasília na noite desta quarta-feira (13), provocando uma rápida resposta das forças de segurança federais. A primeira explosão ocorreu próximo ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde um homem morreu no local, identificado como Francisco Wanderley Luiz. Uma segunda explosão foi registrada no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados. As autoridades investigam se os eventos estão conectados.

Com o objetivo de reforçar a segurança, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) acionou o Plano Escudo, permitindo a atuação de 200 a 250 militares na área do Planalto sem a necessidade de uma operação formal de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O Exército já colocou em prontidão uma companhia de choque, enquanto equipes de segurança de diversas instituições, como a Polícia Militar e a Polícia Legislativa, realizam varreduras nos prédios e arredores da Esplanada dos Ministérios.
As explosões levaram ao esvaziamento de vários edifícios, incluindo o STF, a Câmara e o Senado. Na Câmara, a sessão foi suspensa após a confirmação da morte, enquanto o Senado também optou por esvaziar suas instalações como medida de precaução. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, lamentou a fatalidade e pediu cautela.
A Polícia Federal já anunciou a abertura de um inquérito para investigar os acontecimentos. Policiais do Comando de Operações Táticas (COT), do Grupo de Pronta-Intervenção e do Grupo Antibombas estão à frente das ações iniciais de segurança e análise das áreas afetadas.
Ainda não há detalhes sobre as motivações dos ataques. A Advocacia-Geral da União classificou as explosões como “ataques” contra o STF e a Câmara dos Deputados.

