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Executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos, empresário era delator do PCC e de corrupção policial

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, empresário e ex-corretor de imóveis, foi assassinado na tarde de sexta-feira (8), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em um ataque a sangue frio que chocou o Brasil. O crime, que ocorreu no Terminal 2 do aeroporto, deixou a cidade em alerta e aprofundou as investigações sobre a atuação de Gritzbach como delator do PCC (Primeiro Comando da Capital) e suas conexões com o crime organizado.

Delação Premiada e Conexões com o PCC

Gritzbach, que havia se envolvido com o PCC por meio de negócios imobiliários e lavagem de dinheiro, estava prestando depoimentos ao Ministério Público sobre a facção criminosa, corrupção policial e o tráfico de drogas. Em seus relatos, ele detalhou operações ilícitas envolvendo a facção e afirmou ter sido responsável por transações de lavagem de cerca de R$ 30 milhões, operando principalmente na compra e venda de imóveis e postos de gasolina. As investigações indicam que seu assassinato pode ter sido uma retaliação por sua colaboração com as autoridades.

Gritzbach também foi acusado de ser o mandante de assassinatos, incluindo o de Anselmo Becheli Santa Fausta, o "Cara Preta", um dos membros mais influentes do PCC. A morte de Cara Preta, que havia sido seu parceiro em negócios de criptomoedas, gerou uma série de disputas internas, culminando em uma briga que levou ao homicídio. Gritzbach alegou não ser responsável pelas mortes, mas admitiu seu envolvimento em transações ilícitas em apoio ao PCC.

Execução no Aeroporto

Na tarde do ataque, Gritzbach retornava de Maceió, onde havia ido cobrar uma dívida, e foi surpreendido ao desembarcar no aeroporto. Ele trazia consigo uma mala com joias avaliadas em cerca de R$ 1 milhão, que, segundo a polícia, poderiam estar relacionadas ao pagamento de uma dívida. Durante o tiroteio, que envolveu fuzis, o empresário foi atingido por 10 tiros. Além dele, um motorista de aplicativo, Celso Araujo Sampaio de Novais, de 41 anos, também foi baleado e morreu no hospital no dia seguinte. Outras pessoas ficaram feridas durante o ataque.

Investigações e Suspeitas

A Polícia Civil segue investigando o caso, e as primeiras linhas de apuração indicam que o crime foi realizado por dois homens em um carro Gol preto, armados com fuzis calibre 7.65. O corpo de Gritzbach foi atendido pelo Corpo de Bombeiros, mas ele não resistiu aos ferimentos. Testemunhas afirmaram que o empresário estava sendo escoltado por quatro policiais militares, que, no momento do ataque, estavam em trajetos separados. Eles foram afastados de suas funções e estão sendo investigados.

O ataque no aeroporto levanta novas suspeitas sobre a relação entre o PCC e figuras dentro das forças de segurança, já que Gritzbach havia registrado denúncias contra policiais civis, alegando roubo de bens durante sua prisão, incluindo uma coleção de relógios. As denúncias estavam em apuração pela Corregedoria da Polícia Civil, e uma das investigações envolvendo os policiais foi revelada após o assassinato de Gritzbach.

Morte e Legado

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi enterrado em um cerimônia restrita no Cemitério Parque Morumby, no domingo (10). Sua morte destaca os riscos envolvidos nas delações premiadas e a constante ameaça que pesava sobre ele, especialmente após suas declarações contra o PCC. Investigadores acreditam que ele sabia que seus inimigos estavam cientes de suas colaborações com as autoridades, o que tornava sua vida em constante perigo. O caso segue sendo investigado, com o Ministério Público acompanhando de perto as investigações para elucidar a motivação e os responsáveis pelo crime.

O Impacto da Morte de Gritzbach

A execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, um homem envolvido em operações de lavagem de dinheiro para o PCC e em uma série de crimes relacionados ao tráfico de drogas, reflete os riscos que os delatores enfrentam no Brasil, especialmente quando envolvem facções criminosas como o PCC. ( Com inf do  G1)

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