A cidade de Ivinhema, localizada a 289 km da capital do Mato Grosso do Sul, está no centro de investigações da Polícia Federal (PF) devido a graves acusações de corrupção e tráfico de drogas. Nos últimos 90 dias, a PF tem se debruçado sobre dois inquéritos envolvendo a administração do prefeito reeleito Juliano Ferro (PSDB), que se autodenomina “o mais louco do Brasil” nas redes sociais.
O primeiro inquérito apura o superfaturamento na compra de merenda escolar, um escândalo que surgiu a partir de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). Os auditores descobriram um superfaturamento de R$ 224.955,00 em compras feitas com recursos do Fundo Nacional para a Alimentação Escolar (Fnae). As investigações revelaram que, apenas na aquisição de carne bovina, a prefeitura pagou R$ 44,90 por quilo, enquanto o preço médio nas prateleiras dos supermercados era de R$ 33,99, resultando em um sobrepreço de R$ 98,19 mil.
Além disso, a PF investiga uma rede de tráfico de drogas que opera na cidade, com foco em uma quadrilha que tem Ivinhema como um de seus principais pontos de atuação. A PF já realizou duas operações, resultando na prisão de membros da quadrilha e na apreensão de bens associados ao prefeito. Entre eles, destaca-se a apreensão da residência de Ferro, avaliada em R$ 750 mil, e sua caminhonete Chevrolet Silverado, que custou mais de R$ 500 mil.

