Durante 33 anos, uma mulher recebeu indevidamente R$ 3,7 milhões em pensão do Exército após apresentar documentos falsos que a identificavam como filha de um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. A fraude, que começou em 1988, foi descoberta apenas em 2021, quando um parente próximo fez a denúncia às autoridades.
Com o uso de uma identidade falsa, a mulher conseguiu habilitar-se como dependente e passou a receber a pensão destinada a filhos de militares. O esquema só veio à tona quando desentendimentos familiares sobre a divisão dos valores levaram a uma denúncia formal. A Justiça Militar do Mato Grosso do Sul a condenou a devolver o valor total recebido indevidamente e aplicou uma pena de prisão. Contudo, a defesa recorreu da decisão e o caso ainda está sendo analisado.
O episódio levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do sistema de pensões e a necessidade de maior fiscalização para evitar fraudes semelhantes. O Exército suspendeu o pagamento da pensão assim que a fraude foi confirmada e segue acompanhando os desdobramentos judiciais do caso.

