Continua foragido o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Anderson dos Santos Gomes, atuante em Ponta Porã. O policial ainda não foi capturado ou se apresentou às autoridades após ser apontado como o possível dono dos 538,1 quilos de cocaína apreendidos na quarta-feira anterior. Outro policial, Alexandre Medeiros, foi preso, juntamente com um terceiro suspeito, um civil de 37 anos de idade.
A droga, avaliada em R$ 40 milhões, de acordo com a estimativa da própria polícia, foi encontrada em uma residência localizada na Vila Rosa, em Dourados, cidade situada a 120 quilômetros de Ponta Porã.
Ponta Porã faz fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, estando as duas cidades separadas por uma rua. A viatura utilizada no transporte da cocaína é pertencente à 1ª Delegacia da Polícia Civil de Ponta Porã. Os policiais envolvidos, que têm a responsabilidade de combater o tráfico, agora são suspeitos de terem realizado o transporte da cocaína, enquanto o civil, de acordo com as investigações, cuidava da carga na casa em Dourados.
A investigação desse caso contou com a participação da Corregedoria da Polícia Civil, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Até o momento, não há informações sobre a possível participação do trio em outros carregamentos de drogas.
No dia da apreensão da cocaína, surgiram informações de que o investigador Anderson se entregaria às autoridades, o que não se concretizou até o momento.
De acordo com as regras estabelecidas, os dois policiais envolvidos devem ser afastados de suas funções na polícia e podem enfrentar penas de até 15 anos de prisão. O fato de terem utilizado uma viatura policial para o transporte de drogas pode agravar ainda mais suas condenações. Este caso chocante destaca a necessidade contínua de combater a corrupção e o envolvimento de agentes da lei em atividades criminosas.

