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Polícia

há 2 anos

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Investigação em Campo Grande: 34 Taxistas são indiciados por uso de documentos falsos

Polícia Civil de MS conclui caso que envolvia declarações falsificadas apresentadas à Agetran durante renovação de cadastros

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu uma investigação que resultou no indiciamento de 34 indivíduos, incluindo 32 homens e 2 mulheres, todos taxistas atuantes em Campo Grande. O inquérito, conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia da Capital, trata do crime de uso de documento público falso, relacionado à apresentação de declarações falsificadas ao órgão de trânsito local durante a renovação de cadastros profissionais. A ação se estendeu por anos e envolveu tanto a Polícia Federal quanto a Justiça Estadual.

A investigação teve início em 2014, quando a Polícia Federal e o Ministério Público Federal receberam denúncias que alertavam para a prática de apresentação de documentos falsificados por parte de taxistas no momento da renovação de seus cadastros junto à Agetran (Agência Municipal de Trânsito e Transporte). Especificamente, os taxistas estavam apresentando Declarações de Regularidade de Situação de Contribuinte Individual (DRSCI) falsificadas, documentos emitidos pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Inicialmente, a Polícia Federal identificou três taxistas responsáveis pela apresentação das DRSCIs falsificadas. No entanto, devido à complexidade do caso e à solicitação do Ministério Público, a competência da investigação foi transferida para a Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul, sendo conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia Civil da Capital a partir de 2018.

O trabalho de investigação se prolongou devido à amplitude do esquema criminoso e à grande quantidade de envolvidos. A equipe da 1ª Delegacia de Polícia realizou inúmeras diligências, culminando no indiciamento de 34 pessoas pelo crime de uso de documento público falso, conforme os artigos 304 e 297 do Código Penal.

Com a conclusão das investigações, o inquérito policial foi relatado e será encaminhado ao Poder Judiciário para continuidade do processo. O caso, conhecido como o "Caso dos Taxistas", demonstra o esforço conjunto da Polícia Civil, Ministério Público e Justiça Estadual em coibir crimes que envolvem falsificação de documentos públicos e reforça a importância da investigação rigorosa para preservar a integridade dos cadastros e registros profissionais.

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