Três dos quatro indivíduos presos sob suspeita de envolvimento no assassinato do médico Gabriel Paschoal Rossi, de 29 anos, nunca haviam tido registros criminais, de acordo com declarações do delegado Erasmo Cubas na madrugada desta terça-feira (8). A captura ocorreu em Pará de Minas, a cerca de 1,4 mil quilômetros de onde o crime aconteceu.
Embora os detalhes sobre a motivação e os papéis individuais dos suspeitos só sejam revelados em uma coletiva agendada para as 10h30 desta terça-feira (08), o delegado Cubas adiantou que todos os quatro indivíduos eram da mesma cidade e estavam em Dourados no dia do assassinato, em 27 de julho.
Segundo Cubas, um dos suspeitos tentou escapar e foi detido pela Polícia Rodoviária Federal, enquanto os outros três tentaram destruir seus celulares na tentativa de ocultar provas de sua participação no crime.
Antes de divulgar mais informações sobre a motivação do crime, o delegado planeja retomar os depoimentos dos suspeitos para esclarecer a participação de cada um no caso. Ele garantiu que todos os envolvidos estão sob custódia. Gabriel Paschoal Rossi, formado em Medicina pela UFGD, foi sepultado em sua cidade natal, Santa Cruz do Sul, após ter seu corpo encontrado em estado avançado de decomposição em uma casa alugada por temporada na periferia de Dourados. A residência havia sido alugada pelos assassinos.
A vítima foi morta por asfixia em uma emboscada, com as mãos e pés amarrados. Seu carro foi abandonado próximo à casa, mas seu celular foi levado e continuou sendo utilizado mesmo após sua morte. Os criminosos exigiram dinheiro de familiares e contatos da agenda do médico. O uso continuado do celular levou a polícia de Dourados ao grupo, que fugiu para Minas Gerais após o crime ganhar repercussão.
Gabriel Paschoal Rossi, natural do Rio Grande do Sul, havia concluído seu curso de Medicina recentemente e já estava trabalhando em diversas unidades de saúde em Mato Grosso do Sul, incluindo a UPA, Hospital da Vida e Cassems. Enquanto os detalhes do caso começam a surgir, o mistério em torno das motivações e circunstâncias do assassinato permanece, deixando a comunidade abalada e ansiosa por respostas.

