Na manhã desta quarta-feira (5), ativistas da Oxfam promoveram um protesto em frente à sede da UFPA, em Belém, para criticar o que consideram uma resposta lenta das autoridades globais à crise climática. Os manifestantes utilizaram bonecos com cabeças enormes que representavam líderes mundiais, estendidos em redes, simbolizando o suposto “sono” ou inércia dos governos diante da emergência ambiental.
Contexto e objetivo da mobilização
O ato acontece às vésperas da COP30, que será realizada no Pará e reúne chefes de Estado, ministros e representantes de nações ao redor do mundo. A Oxfam afirmou que a ação buscava chamar atenção para a desigualdade histórica nas emissões de gases de efeito estufa, bem como para o impacto desproporcional da crise climática sobre comunidades vulneráveis.
Durante a manifestação, foram representados nomes como o de presidentes dos Estados Unidos, França, Argentina, México, União Europeia e Reino Unido, entre outros. Os organizadores disseram que a cena dramatizava a “falta de vontade” ou “atraso” na tomada de medidas efetivas para limitar o aquecimento global, proteger biomas como a Amazônia e assegurar justiça climática para povos tradicionais.
Principais mensagens e repercussões
Entre as mensagens principais do protesto estavam:
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Acusações de inação: os ativistas alegam que muitos governos continuam “adormecidos” diante da crise climática, sobretudo quando se trata de cumprir metas e assegurar financiamento para países vulneráveis.
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Desigualdade nas emissões: relatório recente da Oxfam apontou que o 0,1% mais rico emite tanto quanto metade da população mundial e que essa concentração de emissões agrava a emergência climática.
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Protagonismo amazônico: por ocorrerem na Amazônia brasileira, as discussões da COP30 e os atos que a antecedem têm ganhado maior visibilidade internacional, com ênfase na proteção da floresta, direitos dos povos indígenas e justiça socioambiental.
Alguns especialistas e participantes da sociedade civil interpretam que o ato reforça a pressão sobre os governos para que a COP30 avance em compromissos vinculantes, financiamento climático real e maior participação das comunidades diretamente afetadas.
O que está por vir
Com a COP30 marcada para os próximos dias em Belém, a mobilização serve como alerta e mobilizador para a agenda oficial e paralela do evento. A expectativa dos organizadores é de que a conferência finalmente traduza em decisões concretas temas como transição energética justa, financiamento climático, soberania alimentar e proteção dos territórios tradicionais.
A agenda paralela — como a chamada “Cúpula dos Povos” — reúne movimentos sociais, ativistas juvenis, povos indígenas, quilombolas e outras organizações para debater a crise climática a partir da perspectiva das populações que mais sofrem com seus impactos.


