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Fauna

há 8 meses

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Macacos-prego voltam à natureza após reabilitação no Pantanal

Animais passaram por processo de readaptação no CRAS e agora serão monitorados por GPS para avaliar comportamento e adaptação

Sete macacos-prego (Sapajus cay) foram devolvidos ao habitat natural no Pantanal, após completarem um longo processo de reabilitação conduzido pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), vinculado ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A soltura ocorreu entre os dias 14 e 16 de outubro, na Fazenda Santa Sofia, em Aquidauana.

Durante o período de readaptação, os primatas foram acompanhados por biólogos e veterinários e submetidos a treinamentos que os ajudaram a recuperar habilidades essenciais, como a busca por alimento e a convivência em grupo. O ambiente do CRAS foi preparado para simular as condições naturais do bioma pantaneiro, reduzindo o estresse e garantindo o retorno gradual à natureza.

Alems

A liberação dos animais contou com o apoio do Refúgio Santa Sofia, onde funciona o projeto Onçafari, parceiro em ações de conservação. Segundo o Imasul, a operação foi planejada para o período após a seca, quando há maior oferta de frutas e alimentos, o que aumenta as chances de adaptação.

O instituto ressaltou que a reabilitação é feita de forma técnica e cuidadosa, priorizando o bem-estar e o comportamento natural dos animais. A ação, segundo o órgão, reflete o compromisso do Estado com a proteção da fauna nativa e com o uso da ciência como instrumento de gestão ambiental.

Após a soltura, os macacos-prego receberam colares com rastreadores GPS. Os dispositivos permitem acompanhar, à distância, o deslocamento, a formação de grupos e os hábitos alimentares dos animais. Esses dados serão analisados por técnicos e pesquisadores do Imasul para aperfeiçoar futuras ações de reintrodução e medir o sucesso da adaptação dos primatas.

Antes da liberação, todos os exemplares passaram por exames clínicos e laboratoriais, que descartaram a presença de agentes infecciosos, garantindo que estavam saudáveis para o retorno à vida livre.

Os sete macacos têm origens variadas, incluindo resgates, apreensões e entregas voluntárias. Alguns chegaram ao CRAS em situação de fragilidade ou com comportamento domesticado, exigindo meses de readaptação até estarem prontos para viver novamente em grupo — característica fundamental da espécie Sapajus cay.

A operação contou ainda com o suporte do Hospital Ayty, unidade do Imasul equipada para o atendimento de fauna silvestre, com estrutura de diagnóstico, cirurgia e acompanhamento clínico. O uso do GPS, segundo o instituto, assegura uma avaliação científica e contínua do processo de reintegração dos animais ao meio ambiente.
 

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