Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fazenda em Angélica (MS) durante a colheita de cana-de-açúcar e devastou mais de 1,4 mil hectares, entre áreas produtivas e de preservação ambiental. Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), o fogo começou em um equipamento agrícola que apresentou falha mecânica e rapidamente se espalhou pela plantação, pastagens e vegetação nativa.
No total, 1.463,891 hectares foram atingidos — 1.401,286 hectares de áreas agropastoris e 62,605 hectares de vegetação nativa, incluindo Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL).
Pelo dano ambiental, a fazenda foi multada em R$ 4,836 milhões. O cálculo considerou R$ 3 mil por hectare destruído em áreas de cultivo e pastagem e R$ 10 mil por hectare de vegetação nativa perdida.
Além da penalidade, a empresa deverá apresentar um Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Alterada (PRADA) ao órgão ambiental estadual. O caso também foi registrado como crime ambiental e será investigado pela polícia.
A PMA destacou que situações como essa reforçam a necessidade de rigor no manejo agrícola e de medidas preventivas para evitar novos episódios de degradação ambiental.

