As chuvas registradas entre domingo (21) e segunda-feira (22) trouxeram uma leve melhora nos níveis dos rios Pardo e Dourados em Mato Grosso do Sul. No entanto, a maioria dos mananciais permanece em estado de estiagem. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a recuperação significativa dos rios menores deve começar apenas em outubro, com o início da estação chuvosa.
O boletim do Imasul, que traz as cotas dos rios verificadas entre as 7h desta terça-feira (23) e as 7h do dia anterior, não mostrou alterações significativas, apenas uma pequena melhora de um dia para o outro nos níveis do Rio Pardo e do Rio Dourados. Ainda assim, ambos continuam na linha de estiagem, junto aos rios monitorados pelas estações Miranda (Rio Miranda), Aquidauana (Rio Aquidauana) e Pousada Taiamã (Rio Piquiri/Rio Cuiabá – MS e MT). A cota também aumentou pouco na estação Estrada MT-738 (Rio Aquidauana/Rio Miranda), que já estava em situação normal.
O Imasul destaca que, apesar da leve melhora, os níveis dos rios ainda estão abaixo da média histórica para setembro, refletindo a redução das chuvas e o impacto no regime hidrológico. A situação, embora menos crítica que em 2024, ainda exige atenção para garantir a recuperação plena das bacias.
A previsão do Imasul é que, em 2025, a situação dos rios menores comece a melhorar em outubro, com o fim do período seco em Mato Grosso do Sul. No entanto, a variabilidade pluviométrica pode antecipar ou retardar esse processo, com chuvas mais intensas iniciando ora no fim de setembro, ora apenas no fim de outubro ou no começo de novembro.
O processo de recuperação do Rio Paraguai, de maior volume, será mais demorado. Por ser o de maior volume monitorado pelo Imasul, costuma apresentar recuperação mais lenta. Sua dinâmica faz com que a elevação das cotas ocorra de forma gradual, assim como a redução durante o período seco.
Para que 2026 apresente uma situação mais favorável, as chuvas precisam ser regulares e constantes nos próximos meses, acrescenta o Imasul.


