A Operação Piracema 2024/2025, que visa coibir a pesca predatória e proteger os recursos pesqueiros de Mato Grosso do Sul, segue com resultados positivos. Iniciada em 5 de novembro, a operação já resultou na apreensão de mais de 400 quilos de pescado irregular e no bloqueio de práticas ilegais em diversas regiões do estado.
A fiscalização, conduzida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e apoio das forças policiais, tem sido intensificada nas áreas de maior risco, como em Terenos, Campo Grande e Aquidauana, onde barreiras foram montadas e 422 veículos abordados. Durante a ação, foram aplicadas multas que somam R$ 46.800,00, além de seis autos de infração, em razão da pesca ilegal e outras irregularidades ambientais, como construções sem licença e poços sem a devida documentação de uso da água.
Além da fiscalização de pescados, a operação também verifica a legalidade das licenças ambientais, das outorgas de uso da água e das condições de gestão de resíduos nos estabelecimentos e ranchos pesqueiros. Com o apoio de novas tecnologias, como o monitoramento via satélite, a operação tem sido mais eficiente na identificação de pontos críticos e na detecção de práticas ilegais.
O objetivo da operação é garantir a preservação da biodiversidade aquática durante o período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida. Para isso, 320 policiais militares ambientais, 70 fiscais do Imasul e 120 policiais da Polícia Militar Rural (PMR) atuam de forma integrada, criando um ambiente mais seguro para os rios e suas comunidades.
O período de defeso, que vai até fevereiro de 2025, é crucial para a proteção dos cardumes de Mato Grosso do Sul. No entanto, as comunidades ribeirinhas, que dependem da pesca para sua subsistência, podem pescar até três quilos de peixe por dia, exclusivamente para consumo próprio.
A população também é incentivada a participar do processo, denunciando infrações ambientais pelo telefone 181, garantindo o sigilo e a segurança dos denunciantes.

