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Meio Ambiente

há 2 anos

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Bombeiros de MS intensificam combate ao fogo no Pantanal durante estiagem prolongada

Queimadas já superam em 39%, o pior índice registrado. Em apenas 5 meses, 332 mil hectares foram devastados, ultrapassando os índices de 2021

Com focos de incêndios florestais ativos em várias regiões de Mato Grosso do Sul, provocados por uma longa estiagem que deve se prolongar, o Corpo de Bombeiros do Estado iniciou a fase de resposta no combate às chamas como parte da Operação Pantanal 2024. As operações de controle e extinção do fogo também abrangem outros biomas presentes no Estado, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

"Iniciamos as ações de prevenção e preparação no dia 2 de abril. Hoje, entramos na fase de resposta, com equipes dedicadas exclusivamente ao combate aos incêndios", explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, responsável pelo monitoramento e ações de combate aos incêndios florestais no Estado.

Operações no Pantanal

No Pantanal, o combate ao fogo é realizado em várias frentes. Em Forte Coimbra, as operações têm sido dificultadas por fortes ventos e vegetação densa, que facilitam a propagação das chamas. As equipes precisaram adotar uma estratégia de combate indireto, utilizando aceiros e monitorando a linha do fogo para controlar a situação.

Em Paraguai Mirim, as equipes monitoram áreas queimadas na propriedade Porto Laranjeira e retornaram à região do Jatobazinho para enfrentar a reignição do incêndio, que apresentou desafios adicionais para combate e rescaldo.

Na região de Porto da Manga, os bombeiros constataram que o foco do incêndio está em uma área de difícil acesso, exigindo a criação de linhas de defesa com maquinários. Em Caimasul, os bombeiros continuam a monitorar áreas com focos ativos, embora controlados.

Desafios da Estiagem Prolongada

Carlos Padovani, doutor em Ciências e pesquisador da Embrapa Pantanal, em Corumbá, explica que o Pantanal vem enfrentando ciclos de estiagem cada vez mais severos desde 2018, devido às mudanças climáticas globais. "Em 2023 tivemos um pouco mais de chuva, mas este ano a seca será extrema. A preocupação é que os níveis do rio Paraguai fiquem ainda mais baixos do que em 2020 e 2021", afirmou.

A redução de 30% nas chuvas durante o período chuvoso (de outubro de 2023 a março de 2024) e os níveis baixos dos rios aumentam significativamente o risco de incêndios florestais. "A vegetação está em déficit hídrico, tornando-se combustível fácil para as queimadas", alertou Padovani.

Medidas e Prevenção

O governo de Mato Grosso do Sul tem adotado medidas abrangentes para prevenir e combater os incêndios florestais. "Reconhecemos a necessidade de capacitar pessoal, aumentar o efetivo do Corpo de Bombeiros e incorporar tecnologia para monitoramento e punição de focos criminosos. Além disso, estamos promovendo a educação entre produtores rurais, ribeirinhos e comunidades tradicionais", afirmou Jaime Verruck, secretário da Semadesc.

Com investimentos em tecnologia, equipamentos e capacitação, o governo pretende criar um sistema de prevenção robusto para enfrentar os desafios impostos pela estiagem, protegendo o meio ambiente e a população contra os incêndios florestais.

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