A seca em Mato Grosso do Sul piorou em maio, com chuvas abaixo da média histórica em todas as 26 estações automáticas monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As regiões do Pantanal, norte e nordeste do estado ficaram praticamente sem chuva durante todo o mês, agravando a estiagem que ocorre desde outubro do ano passado.
Em Campo Grande, a média histórica de precipitação para maio é de 96,6 milímetros, mas foram registrados apenas 21 milímetros, concentrados em menos de 24 horas. Em Dourados, a precipitação foi de 51,6 milímetros, muito abaixo da média histórica de 117 milímetros.
No norte e nordeste, a situação foi ainda mais crítica. Em Três Lagoas e Cassilândia, não houve registro de chuva. Em Chapadão do Sul, a precipitação foi de apenas 2,6 milímetros, enquanto a média histórica é de 63 milímetros.
A cidade de Costa Rica, foram registrados 11,4 milímetros, bem abaixo dos 64 milímetros esperados. Coxim e Sonora também enfrentaram condições adversas, com precipitações de 1,6 milímetro e 4 milímetros, respectivamente, muito abaixo das médias históricas de 88,5 milímetros e 55 milímetros.
Na região pantaneira, a situação é alarmante. Corumbá registrou apenas 1,6 milímetro de chuva, enquanto a média histórica é de 43,5 milímetros. Em Nhumirim, no Pantanal da Nhecolândia, não houve registro de chuva, contra uma média histórica de 58,5 milímetros.
Miranda teve um pouco mais de chuva, com 15,6 milímetros, mas ainda muito abaixo dos 81 milímetros esperados. Aquidauana registrou 19 milímetros, contra uma média histórica de 98 milímetros. Em Porto Murtinho, a precipitação foi de 9 milímetros, apenas 10% dos 90 milímetros registrados historicamente para maio.
A seca, que se estende desde outubro do ano passado, comprometeu cerca de meio milhão de hectares de milho safrinha, quase um quarto das lavouras da segunda safra do estado. A estiagem foi interrompida brevemente em abril, mas maio retomou a tendência de seca, sem previsão de chuva para as próximas semanas, o que pode agravar ainda mais a situação. Além da escassez de água, o estado enfrentou pelo menos quatro ondas de calor nos últimos meses, com temperaturas cinco graus acima da média histórica.

