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Meio Ambiente

há 2 anos

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Incêndio devasta santuário da biodiversidade no Pantanal

Há cinco dias, um incêndio florestal assola a Serra do Amolar, o principal santuário de biodiversidade em fauna e flora do Pantanal. Com mais de 1 mil hectares consumidos, equivalente a mais de 1 mil campos de futebol, as imagens capturadas por câmeras de monitoramento revelam o avanço desenfreado das chamas, envolvendo a região em uma densa nuvem de fumaça.

Os primeiros focos foram detectados na sexta-feira passada (26), originando-se, segundo relatos do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), de um produtor rural que utilizou o fogo para abrir pastagem para gado. A situação se agravou rapidamente, dificultando a ação dos brigadistas, que enfrentam um terreno de difícil acesso.

No histórico de combate, os primeiros dias foram desafiadores para os brigadistas, que encontraram obstáculos para chegar ao epicentro do incêndio. Somente na segunda-feira (29), o IHP, uma Organização Não Governamental (ONG) dedicada à proteção do bioma, reforçou a equipe para 14 pessoas. A força de combate atualmente inclui 22 brigadistas do Corpo de Bombeiros e das ONGs SOS Pantanal e IHP, todos empenhados em conter o desastre ambiental.

O presidente do IHP, Angelo Rabelo, lamenta a origem humana das chamas, atribuindo o incidente a um pequeno produtor que perdeu o controle do fogo, devido à alta concentração de elementos combustíveis no solo pantaneiro. Rabelo destaca a dificuldade de acesso à área, localizada em uma região montanhosa de até mil metros de altitude.

A esperança para controlar as chamas reside na chuva. O incêndio, que teve início em uma área de camalotes, típicos do Pantanal, avançou para morrarias, tornando-se incontrolável. Embora tenha chovido 102 milímetros na região durante a manhã desta terça-feira, e chuvas tenham continuado à tarde, a situação ainda não está sob controle. O vento também é um fator preocupante, ameaçando a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal, que abriga uma vasta área de reflorestamento.

A Serra do Amolar, localizada no Mato Grosso do Sul, é uma cadeia de montanhas de difícil acesso, alcançável apenas por barco ou avião. Este ambiente remoto é habitat de animais raros e pouco avistados.

Este incidente reaviva os temores de 2023, quando mais de 1 milhão de hectares foram consumidos pelo fogo no Pantanal, marcando o pior novembro da história do bioma. Especialistas apontam para a combinação de baixo volume de chuva, calor intenso e vegetação ressecada como catalisadores desse desastre ambiental. Com inf do G1)

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