No evento internacional da COP 28 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o estado brasileiro de Mato Grosso do Sul recebeu destaque por seu comprometimento e ações efetivas no enfrentamento das mudanças climáticas. A Assembleia Geral do Under 2° Coalition, grupo que reúne governos regionais globalmente para solucionar desafios ambientais, testemunhou a atuação proativa do governo sul-mato-grossense.
O Gerente de Programas do Climate Group, Rolf Bateman, ressaltou a importância da coalizão, destacando que o Mato Grosso do Sul é um dos cerca de 170 membros signatários, todos eles comprometidos com metas de neutralidade de carbono até 2050. Bateman destacou ainda que o estado foi pioneiro ao assinar a campanha da ONU "Race to Zero", uma iniciativa que catalisou o engajamento de 12 membros brasileiros, impulsionando o compromisso coletivo.
Representando o governador Eduardo Riedel na COP 28, o Secretário de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, participou da Assembleia Geral ao lado do diretor-presidente do Imasul, André Borges, e do secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette. O trio foi parte do evento "Unindo Líderes, Direcionando a Transformação", evidenciando o papel crucial dos estados subnacionais na adaptação e mitigação diante das mudanças climáticas.
Jaime Verruck destacou a relevância do envolvimento de estados subnacionais, afirmando que cerca de 90% das ações nesse contexto ocorrem nesse nível. O secretário comentou sobre a discussão intensa sobre financiamento climático, apontando o desafio de direcionar fundos privados para programas e ações climáticas e atingir as metas de Carbono Neutro.
Falcette complementou, enfatizando a necessidade de estabelecer mecanismos eficazes para a governança e acesso aos fundos internacionais existentes. O debate girou em torno de como direcionar o dinheiro presente em fundos privados e empresas para programas climáticos, garantindo que esses recursos contribuam para as metas ambiciosas do estado.
Ambos os representantes sul-mato-grossenses ressaltaram a importância do Brasil na transição energética global, destacando os esforços em fomentar a produção e o uso de fontes de energia limpa e renovável. Verruck concluiu otimista, afirmando que o Brasil é cada vez mais percebido como parte da solução para os desafios climáticos, marcando a transição de uma imagem de problema para a de protagonista na mudança climática global.

