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Meio Ambiente

há 3 anos

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Acordo com setor agropecuário enfatiza regulamentação do mercado de carbono no Brasil

Parlamentares e agricultores unem esforços para moldar a política ambiental brasileira

A Comissão de Meio Ambiente do Senado brasileiro alcançou um marco significativo nesta quarta-feira (4) ao aprovar, por unanimidade, um projeto de lei que busca regulamentar o mercado de carbono no país. A iniciativa visa criar o Sistema Brasileiro do Comércio de Emissões (SBCE) e estabelecer regras para as emissões de empresas que liberam mais de 10 mil toneladas de gases de efeito estufa anualmente.

O mercado de crédito de carbono é uma ferramenta essencial para compensar as emissões de gases poluentes na atmosfera. Ele promove a redução das emissões de carbono, beneficiando empresas e países que adotam práticas ambientalmente responsáveis, enquanto impõe custos às que poluem mais intensamente.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo, o que significa que ele segue diretamente para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recursos apresentados por senadores para levá-lo ao plenário.

Essa conquista foi resultado de um acordo entre parlamentares e o governo federal, sendo elogiada pelo Ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que afirmou que o mercado de carbono brasileiro servirá como um exemplo global.

Uma das principais alterações no projeto ocorreu para acomodar as demandas do setor agrícola, que resultou na exclusão das atividades agrícolas primárias da regulamentação. Representantes do agronegócio alegaram dificuldades em quantificar as emissões de gases de efeito estufa em suas atividades. No entanto, a decisão foi contestada pela relatora do projeto, senadora Leila Barros, que argumentou que a impossibilidade de medir as emissões não justificava a exclusão.

De acordo com o texto aprovado, empresas que emitem mais de 10 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano deverão apresentar relatórios sobre suas emissões e um plano de monitoramento para removê-las da atmosfera. Quando as emissões ultrapassarem 25 mil toneladas anuais, as empresas também deverão apresentar relatórios periódicos de conciliação de obrigações.

No entanto, o projeto enfrentou críticas devido à ausência de considerações sobre áreas de preservação, algo defendido por alguns legisladores e pelo governador do Pará, Helder Barbalho.

O crédito de carbono é uma ferramenta crucial para combater as mudanças climáticas, permitindo a redução de emissões e a busca por metas de sustentabilidade. Com a aprovação desse projeto, o governo brasileiro busca estabelecer metas e regulamentações para empresas emissoras, impulsionando a transição para uma economia mais verde. Resta agora aguardar o desdobramento do projeto na Câmara dos Deputados, onde ele será avaliado em profundidade.

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