Incêndios florestais se intensificam no estado com clima quente e seco de agosto, causando preocupações; Equipes de resgate e prevenção se mobilizam para combater as chamas e minimizar danos ambientais.O mês de agosto trouxe um aumento significativo no número de focos de incêndios no Mato Grosso do Sul, com um total de 123 focos ativos em apenas uma semana. Os dados, coletados por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), refletem as condições climáticas quentes e secas que têm prevalecido na região.
Essa quantidade de focos em apenas doze dias de agosto já ultrapassa os registros dos primeiros quatro meses do ano, somados. Em julho, o estado havia enfrentado um número expressivo de incêndios, com 307 focos de calor relatados. As altas temperaturas levaram o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul a entrar em alerta para combater incêndios florestais nos biomas do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.
A situação alarmante levou as autoridades a agirem, com a suspensão das autorizações de "queima controlada" até o final do ano, após a publicação da portaria pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A falha nos sistemas de alerta e o aumento das queimadas geraram revolta entre os moradores, que se veem impactados pela falta de medidas preventivas eficazes.
O mês de agosto caminha para superar os registros do ano passado, com um aumento estimado de 37% nos focos de calor em relação ao mesmo período de 2022. As condições climáticas, incluindo temperaturas acima de 30 graus e baixa umidade relativa do ar, contribuem para a propagação das chamas.
A resposta das autoridades envolve o uso de tecnologia avançada, como drones, monitoramento via satélite em parceria com agências como a Nasa e o INPE, além do emprego de equipamentos de proteção e inteligência artificial. O Corpo de Bombeiros também conta com uma aeronave Air Tractor, capaz de transportar até três mil litros de água, para combater incêndios em áreas de difícil acesso.
Apesar do aumento no número de focos de incêndio em 2023, há um relativo alívio em relação à área queimada nos biomas do Cerrado e Pantanal em comparação com o ano anterior, indicando esforços bem-sucedidos na prevenção e combate aos incêndios florestais.

