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Trump prepara decretos cruciais para seu primeiro dia de mandato

O presidente eleito dos EUA planeja assinar ordens executiva, entre eles a deportação em massa de imigrantes ilegais

Donald Trump assim que tomar posse  nesta segunda -feira (20) como presidente dos Estados Unidos e, logo em seu primeiro dia de mandato, deverá assinar uma série de decretos executivos para reverter várias políticas implementadas por seu antecessor, Joe Biden, incluindo os programas de “liberdade condicional” que permitiram a entrada de imigrantes para fins humanitários. Com isso, a deportação em massa de imigrantes ilegais será uma prioridade. 

Deportações e Reversão de Programas de Biden

O republicano está preparando uma série de ações que podem mudar significativamente a política de imigração do país, com implicações tanto para os imigrantes quanto para a segurança nacional.  Uma das principais medidas previstas por Trump é aumentar a autoridade dos agentes de imigração para prender imigrantes sem antecedentes criminais, além de recrutar mais recursos para enviar tropas à fronteira com o México e retomar a construção do muro. Para financiar essas ações, o novo presidente pode declarar a imigração ilegal uma "emergência nacional", permitindo o uso de fundos militares para o projeto.

O presidente eleito também está considerando revogar a cidadania automática para filhos de imigrantes ilegais nascidos nos Estados Unidos, uma medida que pode enfrentar desafios judiciais devido à 14ª Emenda da Constituição. No entanto, Trump argumentou que a concessão de cidadania a pessoas sem vínculo legal com o país é "ridícula" e precisa ser revista.

Imigração: Aumentando a fiscalização e o controle

Trump tem como prioridade intensificar a fiscalização da imigração ilegal. Entre as ações previstas, destacam-se o aumento de poderes para agentes federais de imigração prenderem pessoas sem antecedentes criminais e o envio de mais tropas à fronteira com o México, além da retomada da construção do muro na região. Ele também deve declarar a imigração ilegal uma emergência nacional, permitindo o uso de fundos militares para a obra. O ex-presidente republicano também promete encerrar programas humanitários que permitem a entrada de imigrantes legais no país e busca mudar a cidadania automática para filhos de imigrantes ilegais, uma medida que enfrentará desafios jurídicos.

Setor energético: Políticas agressivas e corte de regulamentações

Em sua agenda energética, Trump planeja uma série de mudanças para reduzir a dependência dos Estados Unidos de fontes renováveis e aumentar o apoio à produção interna de combustíveis fósseis. Ele pode adotar medidas que envolvem desde o enfraquecimento do suporte a veículos elétricos e estações de recarga, até a retirada do país do Acordo Climático de Paris, revogando regulamentos que limitam a emissão de poluentes e retomando exportações de gás natural liquefeito.

Tarifas e comércio internacional: Pressão sobre parceiros comerciais

Trump também deve implementar tarifas sobre produtos importados, cumprindo promessas feitas em sua campanha de aumento de tarifas como medida para impulsionar a produção nacional. Sua estratégia envolve também um endurecimento nas regras de importação de carros e materiais de bateria, especialmente da China, com o objetivo de fortalecer a indústria americana.

Perdões: Compensações após os tumultos de 2021

Em relação ao ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 2021, Trump indicou que concederá perdões a várias pessoas envolvidas nos protestos e nos crimes daquele dia. O movimento busca aliviar as tensões políticas em torno da questão, e o ex-presidente já demonstrou publicamente seu apoio aos envolvidos.

Essas ações fazem parte do plano de Trump de solidificar rapidamente suas políticas em áreas-chave, garantindo que sua administração comece com força. O ritmo acelerado de decretos e ordens executivas reflete a ambição do republicano de reverter políticas do governo de Joe Biden e implantar mudanças que consolidem sua agenda para os Estados Unidos.

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