Nesta segunda-feira (20), Israel libertou 90 detidos palestinos, em sua maioria mulheres e crianças, após a entrega de três reféns israelenses pelo Hamas. A troca faz parte do cessar-fogo em vigor na Faixa de Gaza, que continua sendo devastada após mais de 15 meses de conflito.
A Autoridade Prisional de Israel anunciou a liberação dos prisioneiros, que estavam em centros de detenção na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém. As imagens da libertação mostraram centenas de pessoas acompanhando os carros que transportavam os prisioneiros, agitando bandeiras palestinas e de movimentos como o Hamas.
A maior parte dos libertados eram mulheres e crianças, como a jornalista Bouchra al-Tawil, que estava detida desde março de 2024 e comemorou sua libertação, destacando a longa espera pela liberdade.
Horas antes, três reféns israelenses, capturadas durante o ataque de 7 de outubro de 2023, foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gaza. A britânica-israelense Emily Damari, a romena-israelense Doron Steinbrecher e a israelense Romi Gonen foram transferidas para hospitais em Israel, com a confirmação de que estavam em estado estável, embora uma das reféns tenha perdido dois dedos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a experiência das reféns como um "inferno" e afirmou que mais mulheres seriam libertadas em semanas subsequentes. Segundo fontes do Hamas, a próxima libertação deve ocorrer já no próximo sábado.
O cessar-fogo, que entrou em vigor no domingo (19), abriu um novo capítulo nas negociações de paz, com o acordo previsto para durar seis semanas e permitir a liberação de mais de 30 reféns israelenses, além de cerca de 1.900 palestinos. Entretanto, Netanyahu alertou que Israel se reserva o direito de retomar as hostilidades se necessário.

