O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi preso na manhã desta quarta-feira (15) após uma operação policial que durou cerca de seis horas. A ação, que aconteceu em sua residência, foi marcada por fortes confrontos com apoiadores, que tentaram impedir sua detenção. Yoon é investigado por insurreição, relacionado à promulgação de uma lei marcial que restringiu direitos civis e gerou uma crise política no país.
O ex-presidente, destituído em dezembro de 2024 após a aprovação de um processo de impeachment, foi levado ao Centro de Detenção de Seul, onde será mantido em uma cela solitária, maior e melhor equipada que as celas comuns. Durante o interrogatório, Yoon permaneceu em silêncio, recusando-se a permitir a gravação de suas respostas, enquanto as autoridades têm 48 horas para decidir se irão solicitar a prisão preventiva ou sua liberação.
A operação para cumprir o mandado de prisão foi dificultada por cerca de 6.500 apoiadores de Yoon, que formaram uma barricada humana em frente à sua casa. Mesmo com as dificuldades, os investigadores conseguiram entrar na residência e cumprir o mandado. Os advogados de Yoon tentaram negociar, mas a prisão foi executada de forma irreversível.
O movimento político de Yoon começou a desmoronar em dezembro com a promulgação de um decreto de lei marcial, que visava fechar a Assembleia Nacional e fortalecer seu poder, mas foi amplamente rejeitado pelo Parlamento. O Congresso também aprovou seu impeachment, e desde então ele está afastado do cargo. A Coreia do Sul está sob a liderança de um presidente interino enquanto o processo de impeachment é analisado pela Suprema Corte.

