O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou Christian Campoçano Leitheim e Stephanie de Jesus da Silva pela morte de Sophia de Jesus Ocampo, de apenas 2 anos. O padrasto recebeu a pena de 32 anos de prisão, sendo 20 anos por homicídio doloso e 12 anos por estupro de vulnerável. Já a mãe da criança foi condenada a 20 anos de reclusão pelo crime de homicídio doloso. Ambos cumprirão a pena em regime fechado.
Sophia morreu em 26 de janeiro de 2023, após ser levada já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Coronel Antonino. Laudos periciais apontaram que a causa da morte foi um traumatismo na coluna vertebral causado por agressões físicas, além de sinais de abuso sexual. Durante a investigação, descobriu-se que a menina já havia sido atendida em unidades de saúde cerca de 30 vezes, devido a lesões anteriores.
Mensagens trocadas entre Stephanie e Christian indicaram que ambos sabiam da gravidade do quadro da criança. Na conversa, Christian chegou a sugerir que a mãe mentisse sobre os hematomas, atribuindo-os a quedas no parquinho.
No julgamento, a defesa de Stephanie afirmou que ela era vítima de violência doméstica e transtornos psicológicos, argumentando que isso a impediu de proteger a filha. Já Christian negou as acusações de estupro e alegou que a morte de Sophia foi acidental.
O caso, de grande repercussão, foi considerado complexo pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

