O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, expressou críticas contundentes à decisão do Carrefour de suspender a compra de carnes do Mercosul para suas unidades na França. Em declaração, Fávaro afirmou que se as carnes brasileiras não são adequadas para o mercado francês, elas também não devem ser aceitas no Brasil. Ele ressaltou a importância de o país manter sua soberania e defendeu a posição de entidades do setor produtivo brasileiro, que sugerem a suspensão do fornecimento de carne ao Carrefour no Brasil.
A reação do ministro se deu após a divulgação, na quarta-feira (20), do comunicado do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, que informou a suspensão das compras, independentemente dos preços ou quantidades oferecidas pelos países do Mercosul. Na sequência, a unidade brasileira do Carrefour declarou que as operações no Brasil não seriam afetadas pela decisão tomada na França.
Fávaro criticou a justificativa do Carrefour de que a decisão teria sido tomada pela matriz francesa, e não pela unidade brasileira. Para o ministro, a indústria brasileira de carne tem o direito de exigir respeito pela sua produção e pelas rigorosas leis de rastreabilidade e sustentabilidade no Brasil. Ele também lembrou que não acredita em coincidências, citando um caso semelhante envolvendo a empresa Danone no final de outubro, que também havia imposto restrições ao fornecimento de soja brasileira.
O posicionamento de Fávaro foi respaldado por seis entidades do agronegócio, que se manifestaram contra a decisão do Carrefour. Elas destacaram que, se o Mercosul não é considerado fornecedor adequado para o mercado francês, o mesmo deve ser aplicado em outros países onde a rede varejista atua. O ministro ainda concluiu afirmando que espera que as empresas francesas reconsiderem suas atitudes em relação à produção brasileir

