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Ucrânia lança primeiros mísseis ATACMS contra a Rússia, após autorização dos EUA

A Ucrânia utilizou pela primeira vez os mísseis ATACMS, armamento de longo alcance fornecido pelos Estados Unidos, em um ataque ao território russo, conforme divulgado pela imprensa estatal russa nesta terça-feira (19). O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que Kiev lançou seis mísseis ATACMS na região de Bryansk, situada no sudoeste da Rússia, próxima à fronteira ucraniana. Segundo Moscou, cinco dos mísseis foram interceptados, e o sexto foi parcialmente destruído. Os destroços de um dos artefatos causaram um incêndio, mas sem danos estruturais nem vítimas.

A utilização dos ATACMS pela Ucrânia marca uma mudança significativa na postura dos EUA, que até então haviam imposto restrições ao fornecimento desses mísseis, temendo uma escalada no conflito com a Rússia. A liberação do uso do armamento ocorreu após o envio de tropas norte-coreanas para lutar ao lado das forças russas na Ucrânia, o que aumentou as tensões e motivou os Estados Unidos a reavaliar sua política de armamentos para Kiev.

Os mísseis ATACMS, de fabricação americana, têm um alcance de até 300 km e são capazes de realizar ataques de precisão a alvos estratégicos. Sua utilização pela Ucrânia é vista como uma escalada significativa no conflito, já que o presidente russo, Vladimir Putin, havia advertido anteriormente que um ataque com mísseis ocidentais em território russo seria considerado uma linha vermelha e poderia resultar em represálias, inclusive com o uso de armas nucleares.

Enquanto a Rússia afirma que a autorização dos EUA para o uso dos ATACMS representa uma intromissão direta no conflito, os Estados Unidos justificaram a decisão como uma resposta à escalada da guerra e ao apoio crescente da Rússia à Coreia do Norte, que já enviou tropas para combater na Ucrânia ao lado dos russos. A movimentação de tropas norte-coreanas e a ampliação do envolvimento militar russo no conflito intensificaram as tensões entre Moscou e os países ocidentais, com a possibilidade de uma nova fase de escalada no conflito.

A guerra na Ucrânia, que começou com a invasão russa em fevereiro de 2022, segue sem sinais de resolução, com os combates se intensificando em várias frentes. 

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