A longa espera pela aprovação da repactuação do contrato de concessão da BR-163 tem gerado inquietação entre autoridades e servidores em Mato Grosso do Sul. Desde setembro de 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) retém a análise de um acordo que prevê R$ 12 bilhões em investimentos na rodovia, incluindo a duplicação de trechos essenciais, como entre Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes. As especulações nos bastidores sugerem que a lentidão na liberação pode estar relacionada a interesses políticos, em vez de motivos técnicos.
O contrato de concessão, que já contava com sinalização positiva do governo federal e da concessionária CCR MSVia, aguarda uma decisão que deveria ser relativamente simples, dada a urgência das obras para a logística do estado. Contudo, o processo, que se arrasta por mais de um ano, gera frustração na bancada federal sul-mato-grossense, especialmente após o anúncio de uma nova prorrogação nos prazos de investimento.
A insatisfação se intensificou quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou um novo cronograma que prevê o início das obras apenas para o segundo semestre de 2025, três meses além do prazo previsto para o término do terceiro termo aditivo do contrato, o que exigirá uma renovação desse acordo sob critérios técnicos. A rodovia não recebe investimentos significativos desde 2017, limitando-se a manutenções básicas.
A pressão sobre o TCU aumenta, com a bancada federal buscando uma resposta concreta e rápida. Embora a minuta do Termo de Autocomposição esteja pronta desde junho, sua inclusão na pauta de votação do tribunal ainda não ocorreu, o que só agrava a sensação de impasse. A necessidade de uma revisão detalhada da situação dos contratos de concessão é urgente, mas parece estar sendo ofuscada por negociações políticas que não têm a ver com as necessidades logísticas da população.

