A Secretaria da Receita Federal divulgou na sexta-feira (22) que mais de 1,3 milhão de contribuintes brasileiros foram pegos na malha fina do Imposto de Renda referente ao ano-base de 2022. Isso indica que essas declarações apresentaram inconsistências nas informações fornecidas.
Até setembro, um total de 43.481.995 declarações haviam sido entregues. Dessas, 954.814 têm imposto a restituir, representando 70% do total das declarações retidas. Outras 386.102 declarações (28% do total na malha) têm imposto a pagar, enquanto 25.962 delas têm saldo zero (2%).
Os principais motivos que levaram os contribuintes a caírem na malha fina são os seguintes:
Deduções da Base de Cálculo (58,1%): Nesse grupo, as despesas médicas são o principal motivo de retenção, representando 42,3% do total de motivos de retenção.
Omissão de Rendimentos (27,6%): Muitos contribuintes deixaram de declarar rendimentos que deveriam ser incluídos no ajuste anual, tanto de titulares quanto de dependentes.
Divergências no IRRF (10%): Foram identificadas diferenças entre os valores do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) informados na Declaração de Imposto Retido na Fonte (Dirf) e os valores declarados pelas pessoas físicas nas Declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).
Deduções do Imposto Devido, Recebimento de Rendimentos Acumulados e Divergências no Carnê-Leão (4,3%): Nesse grupo, as inconsistências envolvem deduções do imposto devido, o recebimento de rendimentos acumulados e a divergência entre os valores declarados de carnê-leão e imposto complementar e os valores efetivamente recolhidos.
Além disso, a Receita Federal informou que os contribuintes podem consultar o quinto e último lote do Imposto de Renda 2023 a partir das 10h. Essa consulta permite que os contribuintes verifiquem se há pendências em suas declarações que possam impedir o pagamento da restituição, ou seja, se eles caíram na chamada "malha fina".
Para verificar se estão na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal, por meio do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). O acesso ao extrato requer o uso de um código de acesso gerado no próprio site da Receita Federal ou um certificado digital emitido por autoridade habilitada.
É importante destacar que as restituições das declarações retidas na malha fina são liberadas somente após as correções feitas pelo próprio contribuinte ou após a apresentação de comprovação de que a declaração está correta.

