A modernização da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul avança com força total. Uma das iniciativas de maior impacto tem sido a instalação de placas solares nas escolas, que já estão presentes em 40 unidades de ensino, distribuídas em 19 municípios do estado. A medida promove economia de até 40% na conta de luz, além de estimular práticas sustentáveis no ambiente escolar.
A Escola Estadual Amando de Oliveira, localizada na Vila Piratininga, em Campo Grande, é um exemplo de transformação. Após passar por ampla reforma, a unidade recebeu sistema de captação de energia solar, além de outras melhorias como gás natural encanado e espaços adaptados à nova realidade da educação integral.
“As placas solares simbolizam a preocupação com sustentabilidade e economia. Hoje temos uma estrutura moderna, que reflete uma nova fase na educação pública”, afirma o diretor Henrique Manoel Ramos.
Desde o início da atual gestão, em 2023, foram investidos quase R$ 5 milhões apenas na instalação de sistemas fotovoltaicos em escolas. Campo Grande lidera com 11 unidades, seguida por cidades como Dourados (5), Maracaju (4), Corumbá (3) e outras 15 localidades do interior.
PPP de energia solar amplia impacto
Além dos investimentos diretos, a Parceria Público-Privada (PPP) de energia solar fotovoltaica, coordenada pela SAD (Secretaria de Administração), vem fortalecendo o uso de energia limpa em toda a administração estadual. A parceria já beneficia 183 escolas estaduais, com redução média de 40% no consumo de energia desde o início da compensação em dezembro de 2024.
As usinas solares de Iguatemi e Mundo Novo estão operando plenamente, e novas unidades em Nova Andradina, Rochedo e Corguinho estão próximas da conclusão. Quando o sistema estiver completamente implantado, terá capacidade para gerar mais de 25 mil MWh por ano, o suficiente para abastecer até 1.400 prédios públicos, com expectativa de economia de 30% nas contas de energia.
“A PPP já é um caso de sucesso. Vamos conectar 826 prédios às cinco fazendas solares até o fim do ano, reduzindo custos e reforçando o compromisso com a sustentabilidade”, afirma o secretário de Administração, Frederico Felini.
A meta do Governo de Mato Grosso do Sul é transformar o estado em referência nacional em energia limpa e gestão pública eficiente, com foco na neutralização de emissões de carbono até 2030. Para o secretário de Educação, Hélio Daher, a iniciativa não é apenas econômica, mas também educativa:
“As escolas estão se tornando espaços sustentáveis, modernos e acolhedores. As placas solares não só economizam recursos como ajudam a formar uma nova geração consciente sobre o meio ambiente.”
Com uma estrutura moderna, tecnologia limpa e gestão eficiente, a educação pública sul-mato-grossense segue rumo ao futuro, combinando qualidade de ensino com responsabilidade ambiental e fiscal.


