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há 2 anos

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Indústrias de Terenos sofrem com crise energética e empresários manifestam revolta

Setores frigorífico e de mineração enfrentam graves interrupções no fornecimento de energia, causando prejuízos expressivos e insatisfação entre empresários.

As indústrias situadas na estrada da colônia velha de Terenos, município localizado a 31 km de Campo Grande, estão enfrentando uma grave crise energética que tem impactado fortemente a produção local. Conhecida por abrigar grandes empresas do setor Frigorífico, Mineração e Cerâmica, a cidade vê seu polo industrial paralisado devido à ineficiência no fornecimento e distribuição de energia elétrica, gerando prejuízos milionários e ameaçando a economia regional.

O setor frigorífico do município, que depende de energia constante para processar os produtos, têm sido a mais prejudicada, já que a empresa Energisa não tem conseguido entregar a tensão contratada, necessária para o pleno desempenho da atividade. Além disso, a empresa sofre com interrupções frequentes nas linhas de produção. "Estamos perdendo milhares de reais todos os dias. O fornecimento de energia é instável, e por isso estamos reduzindo a matança e desossa das carcaças, aumentado o custo de produção ", afirmou o gerente de um dos frigoríficos da região.

A Mineiracão, outra atividade fundamental para a economia local, também enfrenta dificuldade. Pequenas e médias fábricas, além de comércios que dependem de equipamentos elétricos, estão na mesma situação, somando-se à frustração generalizada dos empresários de Terenos.

Além das constantes quedas de energia, a Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento, não está entregando a tensão contratada pelas indústrias, agravando ainda mais a situação. Empresários da região já procuraram a Aneel e a própria Energisa em busca de uma solução para o problema, que tem gerado um verdadeiro colapso na produção industrial da cidade.

Nos últimos meses, as quedas de energia têm se tornado mais frequentes e duradouras, além de relatos de cobranças irregulares no consumo, o que aumenta ainda mais o descontentamento. Para muitos, o maior problema é a falta de uma resposta clara por parte das autoridades competentes e da concessionária de energia.

"É um verdadeiro caos. Estamos falando de máquinas paradas e funcionários sem trabalho, o que afeta não apenas nossa empresa, mas toda a economia da região", desabafou um empresário do setor, que já contabiliza perdas substanciais.

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