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MS amplia público-alvo da vacina contra meningite de forma temporária

Estratégia prioriza crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos com doses pendentes; vacinação poderá ser estendida a jovens de até 17 anos e trabalhadores da saúde, conforme a disponibilidade de vacinas

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) recomendou a ampliação excepcional e temporária do público-alvo da vacina meningocócica ACWY. A medida busca aumentar a proteção contra a doença meningocócica e reforçar as ações de imunização no Estado, seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A estratégia prevê intensificar a busca ativa de crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos que ainda não foram vacinados ou estão com o esquema vacinal incompleto. A Secretaria também orienta reforçar a divulgação e a oferta do imunizante aos grupos com indicação de vacinação na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

A ampliação poderá incluir adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde em uma etapa posterior, desde que os grupos prioritários tenham sido atendidos, a cobertura vacinal seja considerada satisfatória e haja doses disponíveis nos municípios.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca a importância de conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para verificar possíveis doses pendentes.

“A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes e procurem uma unidade de saúde para conferir se há doses pendentes. A ampliação será realizada por etapas, considerando o atendimento dos grupos prioritários e a disponibilidade de vacinas em cada município”, afirma.

Vacinação será ampliada por etapas

Conforme a resolução, a vacina meningocócica ACWY poderá substituir a meningocócica C nas doses previstas para crianças aos três e cinco meses de idade, correspondentes à primeira e à segunda dose do esquema vacinal. A aplicação deverá seguir as orientações técnicas vigentes do Programa Nacional de Imunizações.

Depois do atendimento dos grupos prioritários, adolescentes de 15 a 17 anos poderão ser contemplados, desde que haja cobertura vacinal satisfatória e disponibilidade de doses.

A vacinação de trabalhadores da saúde também poderá ocorrer caso sobrem imunizantes. Nesse grupo, a prioridade será para profissionais que atuam em serviços de referência no atendimento de casos suspeitos de meningite.

A SES reforça que a aplicação dependerá da disponibilidade de vacinas e das orientações operacionais estabelecidas pelos municípios. As doses deverão ser registradas nos sistemas oficiais do Programa Nacional de Imunizações.

MS confirma 20 casos de doença meningocócica em 2026

Dados considerados na resolução apontam que Mato Grosso do Sul confirmou 20 casos de doença meningocócica entre janeiro e 9 de setembro de 2026. Desse total, 11 foram causados pelo sorogrupo B, com um óbito registrado, sete pelo sorogrupo C e dois pelo sorogrupo W.

A doença meningocócica pode evoluir rapidamente e provocar quadros graves, como meningite e meningococcemia, além de sequelas e morte. Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos mais vulneráveis. Adolescentes e adultos jovens também exigem atenção, especialmente em situações de surtos.

A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y. A imunização é uma das principais formas de prevenção da doença.

Quem deve tomar a vacina contra meningite?

No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica C é indicada para crianças aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses utilizando a vacina meningocócica ACWY. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação de rotina é uma dose da ACWY.

Com a estratégia temporária, a SES orienta pais e responsáveis a conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. A eventual inclusão de adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde dependerá do atendimento dos grupos prioritários e da disponibilidade de imunizantes em cada município.

 

 

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