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Transporte Coletivo

há 6 meses

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Linha do tempo: atraso de repasses e greve de motoristas ameaça deixar Campo Grande sem ônibus

Pagamentos atrasados, assembleias e decisões da categoria marcam os principais capítulos da crise no transporte coletivo da capital

Campo Grande vive uma crescente tensão no sistema de transporte coletivo urbano, com motoristas aprovando greve a partir de segunda-feira (15) devido a salários e benefícios não pagos em dia. A sequência de eventos reflete o agravamento da crise financeira do setor, atribuída em grande parte à inadimplência de repasses municipais ao Consórcio Guaicurus, responsável pela operação.

9 de dezembro – Consórcio alerta para crise e possível paralisação

No início da última semana, o Consórcio Guaicurus, que administra o transporte coletivo em Campo Grande, comunicou que não tinha recursos suficientes para honrar compromissos trabalhistas — incluindo salários, vale-alimentação e a segunda parcela do 13º salário — caso a Prefeitura não regularizasse os repasses financeiros. Trabalhadores começaram a ser informados internamente sobre a possibilidade de paralisar as atividades se nenhuma solução fosse apresentada.

Alems

10 de dezembro – Assembleia convocada para decidir sobre paralisação

Na quarta-feira (10), motoristas e outros trabalhadores do transporte foram convocados para uma assembleia na madrugada de quinta-feira (11) com o objetivo de discutir a continuidade do serviço mesmo com o atraso nos pagamentos. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), Demétrio Freitas, explicou que a legislação exige aviso prévio de 72 horas em caso de greve em serviços essenciais, o que situava a segunda-feira seguinte (15) como data possível para o início da paralisação, caso fosse aprovada.

11 de dezembro – Motoristas aprovam greve geral

Em assembleias realizadas simultaneamente nas garagens do Consórcio nas primeiras horas desta quinta-feira, mais de 200 motoristas votaram favoravelmente à deflagração de uma greve geral a partir de segunda-feira, 15 de dezembro. A decisão ocorreu após relatos de que os trabalhadores estão há sete dias sem receber os salários de dezembro, que deveriam ter sido pagos até o dia 5, além da ausência de previsão de depósito do 13º salário e do vale-alimentação.

“As contas estão atrasando. Espero que decidam pela paralisação, porque ninguém quer ficar trabalhando sem receber”, disse Demétrio Freitas, resumindo o sentimento da categoria:

Segundo o sindicato, a greve poderá ser suspensa caso os pagamentos sejam realizados até segunda-feira, e a categoria retornaria ao trabalho assim que o cenário financeiro se normalizar.

Repasses municipais em meio à crise

Embora os motoristas afirmem que o atraso de pagamentos motivou a paralisação, a Prefeitura de Campo Grande declarou que os repasses ao Consórcio estão “em dia”, incluindo uma antecipação de valores prevista para esta semana. A administração municipal, no entanto, não detalhou os valores pagos nem comentou diretamente sobre o impacto financeiro nas folhas salariais.

Desdobramentos esperados

Com a greve aprovada, Campo Grande pode amanhecer sem ônibus na segunda-feira (15), afetando milhares de usuários que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e se deslocar pela cidade. O impasse entre Consórcio e Prefeitura deve continuar a ser debatido nos próximos dias, enquanto trabalhadores aguardam o pagamento para decidir se mantêm ou suspendem a paralisação.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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