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TRANSPORTES

há 10 meses

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Reativação da Malha Oeste pode atrair até R$ 4 bilhões e já tem interesse privado, diz ministro

"É hora de mobilizar todas as cidades da Malha Oeste para tirar o projeto do papel", afirma José Dirceu

A audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira (15) na Câmara Municipal de Campo Grande consolidou um recado claro: há interesse de investidores privados, inclusive estrangeiros, na reativação da Ferrovia Malha Oeste — projeto que pode exigir entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em investimentos.

O ministro da carreira diplomática e coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos, João Carlos Parkinson, afirmou que o avanço depende de o Governo Federal definir rapidamente o modelo jurídico da nova concessão.

Alems

O contrato atual, com a Rumo Logística, termina em 2026 e não deve ser renovado. “Definidas as regras, não vai faltar capital. É inaceitável que um Estado com papel central na logística sul-americana esteja sem transporte ferroviário adequado”, declarou.

Entre os presentes, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, defendeu que a pressão política seja ampliada. “Temos que mobilizar todas as câmaras municipais da Malha Oeste, unir forças e mostrar que este é o momento de começar. O desenvolvimento de Mato Grosso do Sul depende dessa integração”, afirmou, ressaltando que a ferrovia é estratégica para ampliar o comércio com a Ásia por meio da Rota Bioceânica.

O deputado federal Vander Loubet destacou a viabilidade econômica do modal, citando que até 800 caminhões carregados de minério circulam diariamente pela BR-262 em períodos de estiagem do Rio Paraguai. “O transporte ferroviário reduziria custos, diminuiria impactos ambientais e aumentaria a competitividade do Estado”, disse.

A Malha Oeste, com 1,9 mil quilômetros de extensão, liga Mairinque (SP) a Corumbá (MS), sendo 600 km no território sul-mato-grossense. A infraestrutura encontra-se deteriorada após anos de investimentos insuficientes, o que reduziu drasticamente a capacidade de transporte.

O encontro reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, representantes do setor ferroviário e sindicatos. Todos defenderam a união de esforços para que a definição do marco jurídico ocorra ainda este ano, permitindo a licitação e a retomada do transporte ferroviário o quanto antes.

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